
Funcionários do Mátria Parque de Flores, de São Francisco de Paula, prestaram depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (8). Os colaboradores foram ouvidos sobre o acidente no sábado (5), que vitimou Natalino de Vargas Domeraski e Jane Beatriz da Silva Frohlich, ambos de 61 anos. Os moradores de Porto Alegre estavam em um carrinho elétrico que caiu no lago da atração.
De acordo com nota da Polícia Civil, o proprietário do parque também foi ouvido pela delegada Fernanda Aranha, responsável pela investigação. Nos depoimentos foi informado que a locação dos carrinhos é de responsabilidade de uma empresa que atua dentro do estabelecimento.
Além disso, seria exigido uma assinatura de um termo de responsabilidade e a apresentação da carteira de habilitação do condutor. Segundo a nota, o condutor também recebe uma instrução sobre o funcionamento do veículo. A investigação confirmará com o dono da empresa terceirizada se as vítimas do acidente passaram pelo protocolo.
De acordo com os depoimentos, os funcionários do parque também contam com treinamento de primeiros socorros em caso de algum acidente.
Causa da morte confirmada
Segundo a Polícia Civil, o proprietário da empresa locadora dos carrinhos e o funcionário responsável pela orientação aos usuários devem ser ouvidos nos próximos dias. A filha e o genro de Jane, que estavam no parque no momento do acidente, também devem prestar depoimento.
Outra informação divulgada pela polícia é a que o Posto Médico-Legal de Taquara confirmou que as mortes foram por afogamento. Agora, são aguardados os laudos de alcoolemia e toxicológico.
Outra perícia aguardada pela Polícia Civil é sobre o funcionamento do carrinho elétrico, para saber se o veículo pode ter apresentado alguma falha.
O que diz o parque
Em nota, o Mátria Parque de Flores informou que conta com "diferentes modalidades de transporte para atender aos visitantes". Atualmente, estão em operação veículos com motorista que realizam o deslocamento interno pelo percurso do parque.
Além disso, "havia também a opção de veículos dirigidos pelos próprios turistas, como scooters, bicicletas e carrinhos elétricos para duas pessoas, operados por uma empresa terceirizada". Nesta segunda, o parque informou que decidiu não oferecer mais o modelo de transporte que se envolveu no acidente.



