
A prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Defesa Civil, promoveu um simulado de evacuação e abrigamento na região de Galópolis na manhã deste sábado (12). Mais de 60 moradores participaram da atividade que foi considerada um "sucesso" pelas equipes. A região foi escolhida por ter sido um dos bairros da cidade mais prejudicados pelas chuvas extremas de maio de 2024, que resultaram em desmoronamentos e mortes.
O simulado iniciou a partir do chamado de voluntários, que passaram nas residências convidando os moradores a participarem e veículos de apoio transportaram os grupos. Depois, as 68 pessoas foram encaminhadas até o local de abrigamento, na igreja Nossa Senhora do Rosário de Pompéia. Previamente havia sido divulgado outro local, mas foi necessária a adequação para a área central do distrito. O Corpo de Bombeiros também fez um simulado de resgate de uma pessoa soterrada.
Ao chegar no abrigo, as pessoas eram cadastradas pelas equipes da Secretaria de Assistência Social e Cidadania e alunos da Universidade de Caxias do Sul (UCS), recebiam orientação e encaminhamento.
A presidente da Associação de Moradores de Galópolis, Darla Pereira, destacou a importância do simulado para a comunidade estar mais preparada em casos de emergência, como a ocorrida em 2024.
— A comunidade estava nos cobrando muito esse simulado. É de extrema importância porque a gente nunca sabe quando vai acontecer e se vai acontecer. A gente espera que não aconteça. Mas se acontecer, agora a gente já tem um norte — opina Darla.
A comunidade não quer voltar a ser surpreendida.
— Não vai ser como 2024, que a gente não sabia nem para que lado ir. Agora a gente tem como fazer, a gente sabe como fazer, a comunidade sabe como pode acontecer, como pode ser socorrido. Então isso está sendo maravilhoso para nós — disse a presidente.

Pai e filho, Fernando Luiz Echer, 62 anos, e Nicolas Schneider Echer, 21, foram para o acolhimento com a cachorrinha Mel, de nove anos. Luiz contou que, em 2024, um dos deslizamentos foi muito próximo da casa da família e a cachorrinha foi quem alertou que algo estava errado.
— Ela faz parte da nossa família. Não poderíamos deixar de lado. No dia do deslizamento, ela estava muito agitada, corria de um lado para o outro. Em seguida a terra desceu. Eles sentem — comentou.
O coordenador da Defesa Civil, Tenente Armando da Silva, avaliou positivamente o resultado da atividade. Para ele, mesmo erros durante as simulações podem ser úteis no futuro.
— O simulado superou nossas expectativas, nós realmente não esperávamos uma adesão tão grande da comunidade. É óbvio que estamos errando, e esses erros são até necessários para a gente aprender com eles e corrigir num momento do fato real. Mas foi muito positivo — finalizou.
O simulado também teve participação e apoio da Guarda Municipal, do Exército, da Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade, além da divulgação pela Coordenadoria de Relações Comunitárias.
A ação faz parte da implementação do Plano de Contingência do município, que tem execução da empresa Hopeful. A contratação da Hopeful foi viabilizada por meio de uma parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).



