
A Secretaria Municipal do Urbanismo interditou do bloco 1 da Maesa nesta quinta-feira (10), devido ao risco eminente de colapso e desabamento do telhado. A interdição ocorreu após recomendação do Ministério Público (MP).
O documento do MP foi recebido pela Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas (Seplan) na última terça-feira (8). A notificação do órgão solicitou que fosse feito o cercamento e a sinalização ostensiva de todas as áreas interditadas, mediante instalação de barreiras físicas, placas de advertência e mecanismo de controle de acesso.
O processo de reformulação, revitalização, requalificação do Complexo Maesa parte pelo bloco 1, onde será instalado o Museu do Trabalho e da Indústria.
Um laudo técnico da prefeitura já apontava risco de colapso total do telhado. Segundo a prefeitura, há possibilidade de desabamento, o que exige uma intervenção emergencial no prédio. O projeto de reforço da estrutura e reconstrução da cobertura foi apresentado ao Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc) em reunião na quarta-feira (9).
O Compahc, no entanto, pediu mais tempo para analisar o projeto, apontando ausência no detalhamento de como a reconstrução será feita. Um novo encontro para debater o tema e revisar as mudanças que foram solicitadas para a prefeitura está marcado para o próximo dia 23. O telhado de arcos e treliças de concreto armado precisa de autorização do Conselho para ser refeito.
O pedido de vistas foi apresentado pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv), um dos membros do conselho, e aceito de imediato pela presidente do Compahc, Geovana Erlo.
Há recurso para a intervenção do espaço na ordem de R$ 900 mil de emenda parlamentar federal. A prefeitura, no entanto, tem pressa para a abertura da licitação para contratação da empresa que fará a reforma. Isso porque, segundo o titular da Seplan, Antônio Feldmann, para que o município não perca a verba federal, o processo de licitação e contratação da empresa deve ocorrer até o fim deste ano.




