
Os bancários da Caixa Econômica Federal de Caxias do Sul e de outras 13 cidades da Serra aprovaram em assembleia geral, na noite de sexta-feira (11), o início de uma greve, segundo o Sindicato dos Bancários. A paralisação começa na segunda-feira (14) e é por tempo indeterminado.
Banco e trabalhadores estão em meio à renegociação salarial e de direitos. O motivo da greve é a rejeição da proposta apresentada pela Caixa Econômica Federal em relação à reivindicação dos bancários. A data-base da categoria é 1º de setembro.
A paralisação atinge o atendimento nas agências do município e da região, mas o impacto exato será conhecido após o início do movimento, pois depende da adesão dos trabalhadores. São 410 bancários e 22 agências em Caxias e região.
Além de Caxias, a greve foi aprovada em Antônio Prado, Canela, Ipê, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Gramado, Nova Pádua, Nova Petrópolis, Nova Roma do Sul, Picada Café, São Marcos e Veranópolis.
— Esse movimento está sendo construído e em breve vamos ter a total proporção de agências que estão engajadas nele — explica Marcio Colombo, diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região.
Colombo detalha que a campanha salarial já dura cerca de 45 dias e as negociações avançaram em alguns pontos. Uma das principais reivindicações da categoria é em relação ao Saúde Caixa, o plano de saúde oferecido pelo banco.
Os empregados pedem o fim do teto de contribuição da empresa ao Saúde Caixa. Hoje, o gasto do banco com o benefício está limitado a 5,5% da folha de pagamento. Os funcionários querem a volta do modelo anterior, em que a Caixa cobria 70% das despesas e os empregados pagavam os 30% restantes.
— O motivo principal é, sim, o nosso plano de saúde, o Saúde Caixa. Então, temos situações pontuais, apenas nesse item, que não estão tendo avanço e a categoria busca melhores propostas para esse tema. Agora é um momento delicado, vamos acompanhar o desenrolar das situações na semana que vem e esperamos que a Caixa retome essas mesas de negociações e que ela busque a conciliação, é o que nós queremos — afirmou Colombo.
Além disso, os trabalhadores também reivindicam melhorias no atendimento do plano, mudanças nas regras de renda variável e avanços nas políticas de diversidade, entre outros pontos.
Em outros municípios do país, a greve teve início na última quinta-feira (10). Segundo a entidade regional, na primeira assembleia, realizada até o último dia 04 de setembro, não houve votos suficientes em Caxias e região para o começo da greve. Por isso, a adesão ocorre neste momento.
Situação em outros bancos
Na assembleia do início de setembro, que foi voltada a bancários de todos os bancos, os trabalhadores de bancos privados aprovaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Enquanto isso, empregados do Banco do Brasil e Banrisul tinham rejeitado as propostas das instituições, mas optaram pela continuidade das negociações. Segundo o sindicato, os bancários do Banco do Brasil aprovaram a proposta na sexta (11). Já os do Banrisul têm assembleia marcada para segunda (14).
O que diz a Caixa
A Caixa foi procurada neste sábado (12) e ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.
Antes, no início da greve nacional, o banco havia informado que mantinha aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e que seguia comprometida com a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), documento que define regras de salários, benefícios e condições de trabalho específicas do banco.
Além disso, informou que os canais digitais seguem funcionando, entre eles a Agência Digital Caixa, o autoatendimento, o aplicativo, o site e o WhatsApp Caixa.
Na Caixa, sem prazo definido para o fim da greve, a retomada do atendimento normal depende de uma nova rodada de conversas entre o banco e as entidades sindicais.



