
A comunidade do bairro Fátima Baixo, em Caxias do Sul, conheceu nesta quarta-feira (12) o Plano de Ação de Emergência (PAE) para a área de influência da Represa São Miguel, cuja barragem integra o Complexo Dal Bó. Promovido pelo Samae, no Centro Comunitário do bairro, o encontro teve como objetivo expor os protocolos de prevenção, alerta e resposta para situações de emergência e orientar moradores sobre como agir em caso de uma ocorrência grave envolvendo a estrutura.
Cerca de 50 pessoas participaram da reunião, que foi conduzida pela engenheira civil do Samae Maísa Trevisan Antunes, e pelo coordenador da Defesa Civil de Caxias do Sul, tenente Armando da Silva. Também participaram o presidente do Samae, Edson da Rosa, a vereadora Daiane Mello (PL) e o presidente da Amob Fátima, Jucemar Alves.
Armando enfatizou que o intuito do encontro é ampliar o acesso à informação e também a participação da comunidade na construção se soluções junto às equipes técnicas, além de qualificar o serviço voluntário necessário em situações emergenciais.
— Quanto mais conhecimento nós temos, mais o medo vai embora. A gente tem condições, hoje, de saber com muita precisão e boa antecedência, o volume de chuva esperado para um período. Mas de que adianta se a gente não souber o que fazer com essa informação? Também é nosso objetivo ter um voluntariado mais organizado e capaz de ajudar quando for necessário — disse o coordenador.
Ao falar sobre o PAE, que tem a comunidade do Fátima Baixo como piloto para o que deverá ser implantado em outras áreas de risco da cidade, Maísa Antunes ressaltou que o trabalho prevê a instalação de placas indicativas e sirenes, além de rotas de fuga e pontos de encontro, que os moradores irão ajudar a definir. A EMEF Presidente Castelo Branco surgiu como primeiro ponto sugerido.
A engenheira também apresentou informações sobre como a comunidade pode se manter informada sobre a situação das barragens (níveis Normal, Atenção, Alerta e Emergência), através do site do Samae, e quais as recomendações para cada nível (sendo que Alerta e Emergência preveem evacuação). Todas as informações atendem à Política Nacional de Segurança de Barragens.
— Um ponto que ainda temos de avançar é fazer o cadastro populacional que nos dê um diagnóstico efetivo das pessoas que estão inseridas nas zonas de autossalvamento. Isso nos permitirá ter, junto com a Defesa Civil, o máximo de informações sobre as características e demandas desta população, quantas casas possuem idosos, quantas têm crianças, pets, para onde elas podem ser direcionadas em caso de possível evacuação — exemplificou a engenheira, sobre o PAE.
O coordenador da Defesa Civil também falou sobre a importância de toda a população que vive nas chamadas zonas de autossalvamento (localizadas imediatamente abaixo ou próximo a uma barragem) saber como montar uma mochila de emergência, contendo itens essenciais como receitas médicas, documentos, lanterna, muda de roupa e rádio de pilha entre outros.
Os próximos passos a serem tomados para a elaboração do PAE são o cadastro dos pontos de encontro; cadastro de locais para abrigo temporário; manifestação de interesse para trabalho voluntário; definição de data e local para reunião com voluntários e orientações e materiais para a elaboração do cadastro populacional.
Sobre os planos de emergência
Os Planos de Ação de Emergência (PAE) do Samae são diretrizes exigidas por lei que estabelecem protocolos de prevenção, comunicação e resposta a situações extremas. Os encontros com a comunidade servirão para detalhar os protocolos de segurança e as ações previstas em situações de emergência. A área de influência do complexo Dal Bó foi escolhida para implementação da primeira fase do plano por abranger uma população de mais de 8 mil pessoas.




