
Os médicos das Unidades de Pronto-Atendimentos (UPAs) Central e Zona Norte de Caxias do Sul voltaram a paralisar os atendimentos. A situação é registrada desde a segunda-feira (1º), e ocorre uma semana depois do fim da última greve. A justificativa seria a falta de pagamento de valores que haviam sido acordados entre sindicato, profissionais e prefeitura.
Dessa forma, estão sendo atendidos apenas casos de urgência e emergência nas duas unidades. As UPAs são administradas pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas). A reportagem contatou o Ideas, que até o momento não se manifestou.
No final de maio, os médicos já haviam realizado uma paralisação parcial nos atendimentos, situação que foi normalizada no último dia 25 após reunião entre representantes da prefeitura e da categoria médica. Naquele dia, havia sido acordado que os atendimentos seriam normalizados e acertado o compromisso conjunto para buscar uma solução às questões relacionadas aos pagamentos dos médicos.
Em manifestação na Câmara de Vereadores, o secretário municipal da Saúde, Rafael Bueno, disse que se trata de uma "greve ilegal" uma vez que, nas palavras dele, não foram cumpridos os ritos necessários por não ter havido notificação prévia. Além disso, informou que foram quitados 100% dos valores com a UPA Central, e os débitos em aberto seriam da UPA Zona Norte, uma vez que são dois CNPJs. E reiterou que já foram feitos todos os pagamentos ao Ideas.
Já a prefeitura, em comunicado à imprensa, informou que:
"O Ideas é o vencedor da licitação e já foi notificado pelo município várias vezes, pois os pagamentos à empresa estão sendo cumpridos pelo Município, que está seguindo todos os trâmites administrativos e jurídicos cabíveis até a rescisão do contrato. Paralelo a isso, a administração municipal trabalha com a possibilidade da contratação de outra empresa para resolver a questão o mais rápido possível".
No início desta tarde, por meio de nota, o presidente do Sindicato dos Médicos, Marlonei dos Santos, afirma que "as paralisação nas UPAs sempre foram por falta de pagamento e por falta das condições mínimas de trabalho. (...) sempre prometeram pagar os atrasados, mas nunca cumpriram o acordado. Na Upa Central nem todos os médicos receberam 100% do salário. Na Upa da Zona há Norte receberam 41% do salário. Nas duas há falta de medicamentos essenciais, antibióticos, analgésicos e outros que na falta dificultam ou impedem o trabalho. Esclarecemos, também, que a nossa paralisaram não inclui pacientes com urgência e emergência no atendimento".
São considerados casos de urgência e emergência, entre outros:
- Dor no peito suspeita de infarto;
- Falta de ar intensa;
- Acidente vascular cerebral (AVC) suspeito;
- Convulsões;
- Hemorragias;
- Acidentes e traumas;
- Perda de consciência;
- Crises hipertensivas graves;
- Febre alta associada à prostração importante;
- Desidratação grave;
- Queimaduras;
- Crianças com sinais de agravamento clínico;
- Pacientes com risco iminente de agravamento.
Fonte: Secretaria Municipal da Saúde (SMS).



