
Ruas de Caxias do Sul começam a entrar no clima da Copa da Mundo. São desde pessoas andando pelas esquinas com a camisa do Brasil até conversas nos bares refletindo sobre os passos que a seleção dará a partir deste sábado (13). Essa atmosfera é completada, também, com as sempre marcantes pinturas de rua e decorações como bandeirinhas.
Em uma das ruas do bairro Beltrão de Queiroz, em Caxias do Sul, os moradores, grafiteiros e comerciantes se uniram para transformar o ambiente da cidade em um espaço de esperança, torcida, união e brasilidade.
A rua escolhida foi a Henrique Cia, que recebeu pintura no chão além de murais e bandeirinhas. As decorações ainda não estão completas mas se espera que, com melhora do clima, sejam finalizadas.
A iniciativa surgiu por meio da mobilização das moradoras e líderes comunitárias Dalva Neto, Jéssica Neto, Bruna Neto e Cassiane Candido, que procuraram o presidente do Vielas Espaço Cultural, Fernando Morais:
— Então, nós ali do projeto e mais essas quatro mulheres nos reunimos, fizemos um orçamento de quantia de tinta e dividimos custos. Então nós fizemos o rateio do valor, alguns moradores também contribuíram e foi onde a gente conseguiu adquirir o material — conta Morais.
Ele recorda também que não é a primeira vez que a comunidade se reúne para decorar a rua. Em datas comemorativas são realizadas com frequência festas ou algum tipo de comemoração comunitária para fortalecer o pertencimento e o espírito de comunidade:
— Esse sentimento de pertencimento, das pessoas verem o bairro e postarem fotos agradecendo e se orgulhando de morarem ali, para nós é o melhor pagamento que a gente poderia receber. Eu acho muito importante também para as pessoas de fora do nosso espaço ver que no Beltrão de Queiroz acontece muita coisa boa muita coisa significativa e para nós isso não tem preço.
Muito além da pintura, o esforço conjunto dessa comunidade também visa tentar reconectar a nova geração com o sentimento de esperança e amor pelo futebol e pela Seleção Brasileira:
— (Essa mobilização serve) para trazer não só a juventude, mas sim a toda a sociedade em si, que meio que se afastou e perdeu o que tinha no passado sobre a seleção brasileira e os jogos. Não deixando de destacar que esses movimentos, se a gente for parar para analisar, todos estão acontecendo em comunidades periféricas. Então, para ver que dentro dessas localidades tem toda essa emoção, esse sentimento verdadeiro — aponta Morais.




