
Estar pronta para receber fiéis e celebrar a Missa do Galo em 24 de dezembro de 2027. Essa é a previsão para a conclusão das obras de reconstrução e restauro da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, em Flores da Cunha. O prazo estimado, de cerca de um ano e meio, foi confirmado pelo empresário Neco Argenta, que lidera as ações de recuperação do templo.
O espaço está fechado desde o incêndio registrado em 25 de maio, que causou danos à estrutura. Além da cobertura, vitrais e paredes ficaram comprometidos após as chamas.
Segundo Argenta, serão contratadas duas empresas: uma responsável pela elaboração dos projetos de reconstrução e outra pelo restauro do prédio. A expectativa é de que as obras tenham início no começo de julho.
Nesta semana, também foi formalizada a criação da Associação dos Amigos da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes. A entidade será responsável por organizar frentes de trabalho e centralizar a arrecadação de recursos para a obra.
— Já temos um CNPJ que nos permitirá receber valores via Pix, doações de empresas e, claro, buscar emendas parlamentares e leis de incentivo. Os valores que estavam sendo encaminhados para a conta da Fenavindima passam para a nossa, mas a chave Pix será mantida — detalha Argenta.
Apesar de o orçamento total das obras ainda não ter sido definido, a Associação já soma R$ 509.833,49 arrecadados nas últimas semanas, via campanha.
O grupo também aguarda o retorno da prefeitura, que se comprometeu a destinar o lucro do 2º Festival do Vinho e Menarosto, realizado no último fim de semana, para a reconstrução da igreja.
Relembre o caso
O incêndio que destruiu a Igreja Matriz de Flores da Cunha ocorreu na segunda-feira, 25 de maio. As chamas começaram no teto e se alastraram rapidamente, destruindo a cobertura e o interior do espaço religioso. Como o local estava fechado no momento, não houve feridos.
Equipes dos bombeiros de Caxias do Sul e Flores da Cunha atuaram no combate ao fogo durante toda a tarde. No fim do dia, o prédio foi interditado devido ao risco de colapso.
No dia seguinte, técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizaram a análise do local. Foi possível identificar que o incêndio teve início no teto, mas a causa ainda não foi determinada. O laudo deve ser concluído em até 30 dias.
Para atender a comunidade, um espaço no salão paroquial foi adaptado, onde as missas estão sendo realizadas.



