
O fogo que tomou conta e destruiu a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Flores da Cunha, teria iniciado no forro. É o que indica a avaliação preliminar do Instituto Geral de Perícias (IGP). Uma equipe de técnicos de Caxias do Sul esteve em Flores da Cunha, na manhã desta terça-feira (26), avaliando o espaço.
Diferentemente das suspeitas iniciais, de que um curto circuito poderia ter iniciado o fogo, os peritos do IGP alegaram não haver vestígios de que ocorreu falha ou pane na rede elétrica.
— Conseguimos determinar o foco e a dinâmica do fogo, mas a causa teremos que trabalhar para descobrir. Fizemos um levantamento preliminar dos vestígios dessa ocorrência. Temos registros fotográficos e com drone, que vão nos ajudar a entender como iniciou esse evento, bem como a propagação, até chegar nos danos vistos hoje (terça-feira, dia 26) — explica o coordenador do IGP, Airton Kraemer.
Imagens internas da igreja foram solicitadas. Além disso, o IGP está considerando na avaliação o fato de que o telhado do espaço estava sendo reformado.
Igreja permanece interditada
Em relação à parte interna, Kraemer indica que não há danos estruturais relevantes. A percepção inicial dos técnicos é de que as paredes estruturais permanecem preservadas. O maior dano, contudo, foi causado às partes revestidas ou compostas de madeira.
Apesar disso, a igreja permanecerá interditada por determinação do Corpo de Bombeiros Militar. Segundo o capitão Pedro Henrique Sanhudo a interdição será mantida até que um responsável técnico da igreja apresente laudo que ateste a segurança estrutural.
— Folhas de zinco que estavam no telhado estão caindo. Tem tijolos se soltando das paredes e notamos pequenas fissuras. A alta temperatura registrada dentro da igreja, provocada pelo fogo, pode ter mexido no material interno, como a madeira, fazendo com que ela expanda, tornando a estrutura mais instável.
A previsão é de que o laudo do IGP seja remetido à Polícia Civil em até 30 dias, tempo necessário para avaliar todos os inícios observados. A partir de então, o órgão deverá conduzir as investigações sobre as causas do incêndio.



