
Maio foi marcado por temperaturas baixas na Serra, com cidades como Vacaria registrando dias consecutivos com mínimas abaixo de zero grau. E junho deve seguir essa tendência, além de ter índices mais altos de umidade e chuva ao longo do mês, como aponta a tendência Climatempo.
Em maio, por exemplo, a média de chuva é de 131 milímetros, enquanto em junho, normalmente, é de 146mm. No entanto, o meteorologista Gustavo Verardo alerta que em cidades mais próximas a Santa Catarina, como São José dos Ausentes, Vacaria e Bom Jesus, as precipitações podem chegar a até 200mm ao longo do mês:
— Esperamos um junho com mais chuva, com padrão de tempo mais úmido. Os maiores eventos que estamos vendo hoje são para as semanas dos dias 8 a 14 e 22 ao 28, mas junho tende a ser um mês com bastante umidade, aquela condição que só a Serra tem, com nevoeiro persistente, tempo fechado e chuva.
E são esses fatores que devem impactar nas temperaturas. As mínimas de junho normalmente ficam na média de 9,7ºC, enquanto as máximas previstas geralmente ficam em 17,5ºC, mas neste ano podem cair em até 1ºC.
— Podemos ter tardes mais frias porque esperamos períodos maiores de nebulosidade, que é o tempo mais cinza e, consequentemente, menos irradiação solar chegando até a superfície. Então, junho pode ser um mês com tardes mais frias, noites sem desvios tão negativos de temperatura, sem temperaturas tão extremas e abaixo de zero — explica Verardo, que complementa:
— Junho já é a entrada do inverno, vamos ter a incursão de massas de ar frio, episódios de geada e frio mais intenso, mas o que chama atenção não é tanto o comportamento das mínimas, mas sim das máximas, por conta das tardes com mais nuvens e tempo encoberto.

Junho, inclusive, será o mês que marcará oficialmente o início do inverno, às 5h25min do dia 21, e seguindo até 22 de setembro.
— Em maio tivemos dias bastante frios, já estávamos no inverno climático, a atmosfera não respeita calendário. O que vamos ter no dia 21 de junho é o inverno astronômico, que é o solstício de inverno, a noite mais longa do ano — explica Verardo.
El Niño e neve
O Meteorologista ainda explica que o mês que começa na próxima segunda não deverá ter impactos diretos do fenômeno El Niño. Segundo ele, os efeitos maiores devem ser a partir do final de agosto:
— O que chama atenção é principalmente do final de agosto em diante. Setembro e outubro são dois meses que preocupam bastante.
Além disso, o especialista da Climatempo afirma que ainda não é possível prever se haverá neve em junho. No entanto, a condição geralmente é registrada até julho.



