
A partir da demanda crescente observada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Caxias do Sul ganha, a partir desta segunda-feira (18), um espaço destinado ao cuidado com a saúde da mulher. O Ambulatório de Saúde da Mulher Justina Onzi funciona junto ao Centro Especializado em Saúde (CES) e conta com atendimento especializado e, também, uma Sala Lilás (espaços humanizados em órgãos públicos e instituições de segurança destinados ao acolhimento de mulheres).
O espaço conta com uma equipe de 11 profissionais: seis médicos ginecologistas, um técnico em enfermagem, duas enfermeiras, uma psicóloga e uma assistente social. A ideia é proporcionar um atendimento multidisciplinar. O encaminhamento é por meio das unidades básicas de saúde (UBS).
Conforme o secretário de Saúde, Rafael Bueno, a proposta de atendimento é inédita no município:
— É um espaço exclusivo à questão do cuidado da mulher, desde o pré-natal de alto risco até as mulheres vítimas de violência. Mulheres que vão na UBS e que iriam para uma lista de espera para fazer incisão mamária ou algumas pequenas cirurgias, por exemplo, que demorariam meses ou até anos, já vão direto. A gente atalha esse ciclo e as encaminha para o Ambulatório da Saúde da Mulher — explica o secretário.
Conforme Bueno, o objetivo é dar celeridade à lista de espera de consultas e procedimentos da saúde da mulher. Paralelamente, o espaço conta com a Sala Lilás, para atendimento às mulheres vítimas de violência. Para este serviço, o atendimento é portas abertas. Ou seja, é possível chegar sem agendamento ou encaminhamento prévios.

— Qualquer mulher vítima de violência, tanto física quanto psicológica, pode vir no segundo andar do CES, que vai ter um espaço reservado com múltiplos profissionais dando todo esse suporte — diz Bueno.
O serviço já existe junto aos órgãos de segurança, mas, conforme o secretário, a diferença é que, no ambulatório, a mulher já receberá atendimento médico.
— Hoje é muito difícil porque se chega na UBS um caso de uma criança vítima de abuso sexual, para a pessoa ter acesso à rede de saúde, até passar pelo Centro de Referência ao Atendimento Infantojuvenil, demora meses. O ambulatório já coloca essa vítima em atendimento — projeta.
A inauguração do espaço acompanha uma demanda crescente observada pela SMS, a partir do serviço de psicologia nas UBS, sobre casos de violência contra a mulher (desde a violência patrimonial até o número de feminicídios no RS).
