
"Boa qualidade" é o que indicam os primeiros relatórios gerados pela unidade de monitoramento do ar de Caxias do Sul. O equipamento está em operação desde a última sexta-feira (10). A geração e controle de dados na maior cidade da Serra foi anunciada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) na terça-feira (14).
Instalada junto à sede do 4ª Batalhão de Choque da Brigada Militar, no bairro São José, a estação é operada Ambiental RB Comércio e Serviços. A empresa carioca venceu a licitação para controlar a qualidade do ar em Caxias e outras duas cidades gaúchas pelos próximos quatro anos.
Os relatórios, gerados diariamente e publicados no portal da Fepam indicam o nível de compostos nocivos presentes no ar. Entre eles o ozônio, dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, material particulado (MP2,5 e MP10) e monóxido de carbono, sendo esse último o com maior concentração na cidade nos últimos dias.
A presença dos poluentes na atmosfera é medida por uma ferramenta matemática chamada Índice de Qualidade do Ar (IQAr). Esse modelo transforma as concentrações medidas em valores dimensionais, de fácil compreensão. Esses dados são divulgados todos os dias no relatório da Fepam.
Na prática, a qualidade do ar é classificada conforme o seguinte índice:
- Boa (0 a 40): indica nenhum risco à saúde
- Moderada (41 a 80): situação tolerável
- Ruim (81 a 120): situação insalubre
- Muito ruim (121 a 200): situação muito insalubre
- Péssima (acima de 200): situação de perigo
Conforme a Fepam, quanto pior a qualidade do ar, maior o risco de doenças respiratórias se desenvolverem. A partir da classificação "moderada" os primeiros sintomas surgem como tosse e cansaço, atingindo crianças e idosos.
A partir da classificação "ruim", toda a população apresenta tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. A situação se agrava com a qualidade do ar em índice "muito ruim". Sintomas como falta de ar e respiração ofegante podem ser notados.
O nível de "péssima" qualidade do ar representa sério risco para a saúde, com grande possibilidade do sistema respiratório e cardiovascular serem atingidos. Crianças e idosos se tornam suscetíveis a mortes prematuras.

Além do livre acesso aos relatórios, os dados coletados são encaminhados para a Rede Ar do Sul, do governo estadual. O sistema concentra informações de todas as cidades monitoradas (Canoas, Triunfo, Gravataí, Esteio, Guaíba, Candiota e Porto Alegre).
A intenção da Fepam é usar esses índices para desenvolver projetos de modelagem atmosférica (simulações computacionais para prever o comportamento da atmosfera), além de contribuir com ferramentas de análise e previsão da qualidade do ar.



