
Uma aula de história a céu aberto é oferecida diariamente, e de forma gratuita, para quem confere a 35ª Festa Nacional da Uva. Na visita guiada, com saída sempre às 16h do pórtico de entrada, os visitantes têm a oportunidade de percorrer, acompanhados por guias de turismo, os pontos que contam a história da chegada dos imigrantes italianos, da urbanização de Caxias do Sul e da construção do próprio evento.
àNo roteiro, estão oito paradas, entre a estátua de Naneto Pipeta e as videiras plantadas em frente à Réplica, que têm a brotação das variedades calculada para ocorrerem no período exato do evento.
Depois de conhecerem o personagem criado pelo frei capuchinho Aquiles Bernardi e seu ideal prometido de encontrar na América uma terra de abundância, os visitantes são convidados a conhecerem o museu da Festa da Uva.
Na primeira casa, a única de alvenaria e que já abrigou a Secretaria Municipal de Turismo, estão expostas fotografias e os vestidos usados pelas primeiras soberanas do evento.
Nesta segunda-feira (2) um grupo de cerca de 20 pessoas da Região das Hortênsias realizou a visita. Engana-se quem acha que a atividade é apenas para quem é de fora da cidade. Habituada com a Festa da Uva, Ada Lúcia Castaldello juntou-se ao grupo e aproveitou a ida aos Pavilhões para conhecer um pouco mais sobre a cidade onde mora.
— Visitar com companhia assim é mais interessante e sempre tem algo para se aprender — considerou.
Ao longo das 21 casas de madeira que reconstituem o cenário da Avenida Júlio de Castilhos em 1885, o grupo conhece os museus da Água, da Uva e do Vinho, do Comércio e o Instituto Anita Garibaldi.

Quem conta a história, com a ajuda dos representantes de cada um dos pontos, é a guia de turismo Mari Stella Rossa, que percebe o sentimento das pessoas em aprender sobre o passado em um local muito parecido de onde a própria história aconteceu.
— É um turismo emocional para quem é daqui porque revê ao vivo a história que já conhecem. Estamos em um local que segue exatamente o que está descrito sobre o início da imigração, então todos gostam — destacou.
O local no qual Mari Stella se refere inclui ainda a réplica da Igreja de Santa Teresa D’Ávila, aberta para visitação durante o tour, e as videiras carregadas com nove variedades de uva em frente à Réplica.
O passeio histórico foi aprovado pela funcionária pública Sirlei Dutra que veio de Nova Petrópolis, cidade fundada por descentes de alemães como ela, para conhecer mais da instalação dos italianos na Serra.
— Isso aumenta o nosso acervo cultural. Se não tem quem te explique, é apenas uma passagem que depende do que você conhece sobre — resumiu.
Serviço
- O que: visitas guiadas na Festa Nacional da Uva 2026
- Quando: de segunda a sexta-feira, às 16h, e aos sábados e domingos, às 14h e às 16h
- Onde: início no pórtico de entrada do Parque de Eventos Mário Bernardino Ramos
- Quanto: atividade gratuita


