
A Secretaria da Saúde de Caxias do Sul ampliou o número de salas para coleta de sangue na Central de Exames. A partir desta sexta-feira (13) são seis novos boxes para os pacientes conseguirem fazer os procedimentos, totalizando 12 peças. O motivo do aumento foi a necessidade de economizar o contrato com as terceirizadas que realizavam o serviço nas unidades básica de saúde (UBS).
Segundo o secretário Rafael Bueno, o contrato com Hospital Virvi Ramos, uma das empresas que realiza o serviço de coleta na UBSs, aumentou de R$ 335 mil mensais para quase R$ 900 mil, o que fez com que a pasta tomasse a medida de ampliação dos espaços de exames dentro da própria Central, que fica na sede da pasta.
— O contrato que a gente tem com o Hospital Virvi Ramos ultrapassou quase três vezes o valor do contrato estabelecido. Então, pegamos os servidores públicos que temos aqui, que já fazem a coleta, e ampliamos seis novos espaços de coleta de sangue — explicou.
Dessa forma, a expectativa é atender mais de 300 pacientes por dia. Porém, o procedimento segue o mesmo: para conseguir realizar o exame, o paciente precisa do encaminhamento feito pelo médico da UBS.
Além disso, a ideia é ampliar ainda mais os espaços de coleta e, futuramente, encerrar os contratos com as terceirizadas. Isso deve acontecer a partir das mudanças com o novo CES, que deve abrigar o Samu, desocupando mais salas no prédio da secretaria.
— Com a transferência do CES para um novo local, nós pretendemos zerar esse contrato e trazer todo ele para o serviço público para, de fato, a gente ter 100% municipalizado — destacou.
Estudo de penalização de faltantes
Outro comunicado feito pelo secretário da Saúde foi o estudo de uma regulamentação para os pacientes faltantes nos exames, consultas e até cirurgias.
— A gente paga hora extra do profissional da saúde e, quando uma pessoa falta, a pessoa irresponsável deixa de ser atendida e uma outra pessoa, que talvez precisa 10 vezes mais que ele, não pode chamar de uma hora pra outra — criticou Bueno.
Segundo o secretário, o estudo está sendo feito juntamente com o jurídico da prefeitura para que as penalizações sejam dentro da lei.
— Estamos estudando provavelmente suspensão, voltar para o final da fila e ficar 90 dias aguardando para entrar no cadastro. Bom, nós estamos nos adaptando o que já funciona em diversas cidades do país e que tem funcionado — pontuou.




