
Mais de 121 mil ocorrências de excesso de velocidade foram flagradas pelos radares eletrônicos de Caxias do Sul nos seis primeiros meses de operação. Desde agosto de 2025, o município conta com 16 aparelhos no perímetro urbano e outros 10 nas perimetrais.
Conforme dados da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM), mais de 33,1 milhões de veículos passaram por esses equipamentos no período. Ou seja, as infrações foram cometidas por 0,37% do total que passou pelos radares.
Mais a título de comparação, já que os veículos que passam pelo município são oriundos de todas as partes, o número de registros de excesso de velocidade representa cerca de um terço da frota de Caxias, que no ano passado estava em cerca de 354 mil veículos. Além disso, por óbvio, mais de uma infração pode ter sido cometida por um mesmo motorista e veículo.
Os limites na área urbana são de 40 km/h (com exceção nos equipamentos da Rua Moreira César próximo à saída de Caxias, que são de 60 km/h) e nas perimetrais, de 60 km/h.
— Temos uma avaliação positiva, principalmente pelo reflexo imediato naqueles acidentes com maior gravidade. E eu insisto em dizer: os acidentes com maior gravidade são aqueles que envolvem maior velocidade — avalia o secretário-adjunto da pasta, Alfonso Willenbring Junior.
Os pardais que mais constataram excesso de velocidade foram os aparelhos na Rua Vinte de Setembro, quase na esquina com a Rua Venâncio Aires, no Centro, e na Avenida São Leopoldo com a Rua Sarmento Leite. Conforme o secretário, os pontos que mais tiveram registros eram trechos com um grande número de acidentes.
— Essa esquina da Rua 20 de Setembro com a Rua Venâncio Aires era um problema crítico crônico de acidentalidade, e a grande maioria com lesões — relata o secretário.
Dentre os registros nos radares, alguns casos chamam atenção e preocupam as autoridades, como comenta Willenbring Junior. Na Rua Visconde Pelotas, veículos foram flagrados a mais de 100 km/h e nas perimetrais a mais de 150 km/h.
Em 2025, 38 mortes foram registradas no trânsito de Caxias do Sul. Enquanto em 2024, foram 51 mortes.
Parte das infrações está na tolerância
O secretário calcula que de 20% a 30% dos registros estão dentro da tolerância de velocidade nos radares. Conforme o Contran, em aparelhos de até 100 km/h, ela é de 7 km/h.
A administração também levanta o valor que deve ser arrecadado a partir das ocorrências que efetivamente tornam-se multas e são pagas. Conforme Willenbring, a verba deve ser utilizada para engenharia de tráfego e para soluções de pontos críticos no trânsito caxiense.
Entre os investimentos, um deles que está em análise é a semaforização inteligente. Na quarta, o secretário, inclusive, teve uma reunião sobre o assunto com a Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas.
— Estamos definindo exatamente o que será necessário, qual é o tipo de autonomia que precisamos e o que precisamos para dar maior fluidez ao tráfego de veículos. E as tecnologias disponíveis hoje são muito grandes, muito amplas — contou o secretário.



