
A partir desta quinta-feira (5), os agentes de saúde e de endemias de Caxias do Sul passam a contar com a implantação do e-SUS Prontuário. O sistema do Ministério da Saúde digitaliza e moderniza o trabalho dos agentes e elimina a utilização do papel e caneta, centralizando as informações em um software nacional disponibilizado gratuitamente pelo governo federal.
A meta do secretário de Saúde do município, Rafael Bueno, é que até julho todas as 48 unidades básicas de saúde (UBSs) do município já estejam habilitadas com o sistema, além dos agentes de saúde, que recebem os equipamentos neste primeiro momento. O trabalho seguirá o mesmo. No entanto, ao invés de levarem pranchetas às ruas dos bairros, sairão com tablets que contarão com o software.
— O e-SUS permite enxergar além dos números. Ele enxerga as pessoas que buscam atendimento, famílias que dependem da atenção básica, desde crianças, idosos e trabalhadores. É um sistema que fortalece o cuidado, organiza as informações, integra os serviços e também ajuda a planejar melhor. Essa tecnologia do e-SUS, quando bem usada, aproxima os trabalhadores da saúde e a população — analisa Bueno.
O e-SUS não é uma tecnologia nova. Ele existe desde 2013 e busca fortalecer a Atenção Primária como ordenadora do cuidado e porta de entrada preferencial para o SUS. Para colocar em prática o sistema, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) investiu cerca de R$ 252 mil em 195 tablets, com recursos próprios da pasta, que serão distribuídos aos agentes de saúde e de endemias. Um ato simbólico ocorrerá nesta quinta-feira (5), às 14h, na UBS São Vicente, quando representantes do Ministério da Saúde participam da solenidade.
O e-SUS é uma estratégia para informatizar e qualificar a gestão da informação na Atenção Primária, buscando um sistema eletrônico com prontuários individuais, coleta de dados simplificada e integração nacional usando softwares como o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e o e-SUS Notifica para doenças específicas, como síndrome gripal e covid-19.
Conforme Bueno, o sistema organiza o histórico do paciente, como exames, consultas e prontuários e poderá reduzir as filas e o retrabalho dos servidores. O secretário estima que o sistema poderá gerar uma economia de cerca de R$ 3 milhões ao município.
— Hoje, os agentes de endemias e de saúde fazem anotações em papel. Depois, têm que chegar na UBS e preencher no sistema. A partir de agora não será mais assim, vai ser tudo direto. Vamos economizar tempo, agilizar o processo, subir os indicadores de saúde o mais rápido possível para o Ministério da Saúde e também agilizar e aumentar os atendimentos nos bairros. Hoje deixamos de receber recursos do governo federal, porque até chegar na transmissão de dados, acabamos perdendo a comunicação. Com essa otimização, vamos poder reinvestir no próprio SUS — observa.
A implantação do sistema foi articulada pela prefeitura e por Bueno há cerca de quatro meses. O Ministério da Saúde fornece o sistema gratuito e os municípios responsabilizam-se pela infraestrutura (como computadores, tablets e internet), além da capacitação das equipes.
— Vai permitir registros mais ágeis, informações mais seguras e um acompanhamento mais próximo das famílias, fortalecendo o trabalho no território e aproximando ainda mais a saúde da casa das pessoas. É o SUS chegando onde a vida acontece com mais eficiência. Eu sei que não é fácil mudar essa cultura do papel, mas exige muito aprendizado, paciência e dedicação — afirma o secretário.



