
A paralisação dos profissionais da saúde, que afetava o funcionamento das unidades de pronto atendimento (UPAs) Central e Zona Norte, de Caxias do Sul, foi encerrada na tarde desta sexta-feira (23).
Os médicos que atuam nos espaços receberam o pagamento dos salários atrasados, feito pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), terceirizada que administra as UPAs. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul, Marlonei dos Santos.
Ainda nesta sexta, o Sindisaúde, sindicato que representa os técnicos de enfermagem, confirmou que os pagamentos atrasados foram acertados. A categoria havia votado por aderir ao estado de greve a partir da próxima segunda-feira (26).
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde orientou que os moradores sigam procurando as unidades básicas de saúde (UBSs) para casos que não sejam de urgência e emergência, de segunda a sexta-feira. A pasta abriu um processo administrativo para responsabilizar o Ideas pelo atraso dos salários dos funcionários das UPAs.
A paralisação dos profissionais da saúde começou na quarta-feira (21), quando médicos e técnicos de enfermagem trouxeram à tona o atraso dos salários há dois meses. A partir disso, as UPAs passaram a atender apenas casos de urgência e emergência. Casos de menor complexidade foram redirecionados para as UBSs.
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Conforme Marlonei, o Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul deverá buscar o pagamento dos expedientes nos feriados de fim de ano, em que os médicos trabalharam, mas ainda não receberam. Ele também destacou que irá dialogar com a administração da cidade para que o contrato com o Ideas seja revisto.
— Não dá para continuar assim. A prefeitura paga em dia, mas eles (do Ideas) não repassam. Vamos pedir, formalmente, que outra empresa seja procurada para gerir as UPAs. Quem sabe retornar com a Universidade de Caxias do Sul (UCS), que era quem fazia esse serviço antes e nunca deu problemas — indica.
Já o Sindisaúde alega que, na notificação feita à prefeitura nesta semana, a categoria informa que, se os pagamentos voltarem a atrasar nos próximos 90 dias, os técnicos de enfermagem irão aderir, automaticamente, ao estado de greve.
