
Um homem de 66 anos foi o primeiro paciente a passar por uma cirurgia de artroplastia de joelho realizada pelo Robô Rosa (Robotic Surgical Assistant), nesta terça-feira (20), no Complexo Hospitalar Unimed Serra Gaúcha, em Caxias do Sul. A tecnologia, que integra a estrutura da cooperativa médica, é o primeiro equipamento da região destinado a procedimentos ortopédicos de próteses de quadril e joelho.
Desenvolvido pela Zimmer Biomet, o Rosa auxilia médicos cirurgiões, garantindo maior precisão no posicionamento dos implantes e nos cortes ósseos. O sistema permite ainda o planejamento cirúrgico personalizado em 3D, com resultados que proporcionam recuperação mais rápida do paciente.
Segundo o vice-presidente da Unimed Serra Gaúcha e cirurgião ortopédico, Lisandro Pavan, o equipamento representa um avanço na medicina ortopédica na região, trazendo benefícios para o profissional.
— O Rosa é uma tecnologia de apoio ao médico, que permanece no controle durante todo o procedimento. Ele potencializa a precisão e amplia as possibilidades de personalização, proporcionando resultados mais seguros e previsíveis para os nossos pacientes. Para o cirurgião, ele oferece um planejamento intraoperatório contínuo, o que reduz o risco de desvios, aumenta a previsibilidade e melhora também a ergonomia do trabalho do médico — destacou.
Além disso, Pavan comentou que a cirurgia é vantajosa para o paciente, que terá um procedimento mais duradouro dado a precisão que o robô acrescenta no trabalho.
— Nas cirurgias de joelho, por exemplo, o robô permite que você faça essa avaliação em tempo real para que tenha maior precisão nos cortes realizados para a colocação dos componentes da prótese. E o que traz isso de benefício? Ele consegue trazer menos danos de tecido para o paciente. Isso gera uma possibilidade de ele ter menos dor, menos risco de infecção, uma melhor recuperação. E isso em um resultado funcional é muito importante por que faz com que a durabilidade da prótese seja maior — explicou.
Para o presidente da Unimed Serra Gaúcha, André Leite, além do investimento em tecnologia, é fundamental que os médicos cooperados sejam qualificados para o benefício dos pacientes. Para utilizar a plataforma robótica, todos os profissionais são altamente capacitados para trabalhar com a tecnologia, o que inclui treinamento com simuladores antes de serem habilitados para as intervenções em pacientes. Também é necessário estar certificado na área, cumprindo os critérios estabelecidos pela Resolução do Conselho Federal de Medicina Nº 2.311/2022 e pelas sociedades médicas.
— Sempre que incorporamos uma nova tecnologia aos nossos serviços de apoio em saúde, a capacitação dos profissionais é uma prioridade imediata. Com o Robô Rosa, não foi diferente: passamos por um período estruturado de adaptação e introdução da ferramenta. Hoje, nos consolidamos como referência e disponibilizamos aos médicos do Estado simuladores de cirurgia robótica, considerado padrão ouro para treinamento tanto no Brasil quanto no mundo — assegura.
Além de atender aos médicos cooperados na região, a Unimed Serra Gaúcha, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) do Rio Grande do Sul, disponibiliza treinamentos simulados para médicos cirurgiões do Estado em seu Centro de Cirurgia Robótica, em Caxias do Sul.
Como foi a primeira cirurgia

O procedimento contou com uma equipe de especialistas técnicos da Zimmer Portomed, sendo Augusto Marques da Silva, Marcelo Silveira e Guilherme Roehrs, além do cirurgião Dr. Felipe Zamboni, da coordenadora do Centro de Cirurgia Robótica, Dra.Thaís Bordin, duas enfermeiras assistenciais e quatro técnicos de enfermagem.
Toda a cirurgia durou quase duas horas, principalmente por ser a primeira e ser assistida por outros médicos, mas não houve intercorrências. O paciente já está na sala de recuperação.



