
A morte de Estergio Broilo, de 78 anos, no acidente de trânsito registrado neste domingo (11) na Rota do Sol, em São Francisco de Paula, deixou a comunidade de Forqueta, em Caxias do Sul, abalada. Conhecido pelo envolvimento constante nas atividades comunitárias, Broilo era visto como uma referência de dedicação, solidariedade e alegria entre os moradores do bairro.
Segundo a presidente da Associação de Moradores do bairro Forqueta (Ambob) e vereadora de Caxias do Sul, Sandra Bonetto, Broilo era uma pessoa muito próxima da comunidade.
— Toda a comunidade o conhecia. Era um trabalhador, que sempre lutou muito para construir a família, assim como é a característica do povo forquetense. Era um homem humilde, trabalhador e de coração grandioso — destacou.
Além da trajetória de trabalho, Broilo atuava de forma ativa em diferentes frentes comunitárias, participando do salão paroquial e de ações em que pudesse ajudar. Conforme Sandra, ele nunca se negava a auxiliar quando era procurado.
— Tudo o que as pessoas pediam, ele ajudava. Era completamente envolvido com a comunidade, sem nunca deixar de lado a família — afirmou.
Casado e pai de dois filhos, Broilo também era lembrado pelo forte vínculo familiar e pelo convívio próximo com filhos e netos. Para a presidente da Ambob, esse é um dos principais legados deixados por ele.
— Um exemplo de pessoa trabalhadora, de comunidade, de bom pai, bom marido e bom avô. A família sempre foi algo que ele prezou muito — ressaltou.
Outro traço marcante era a alegria com que circulava pelos espaços comunitários.
— Ele estava sempre sorrindo, contando histórias, convidando as pessoas para o convívio. Tinha muitos amigos. Isso deixa uma lição de positividade, de alegria e de saber viver bem em comunidade — lembrou Sandra.
O “Nono Broilo”
Mais do que uma figura conhecida na comunidade de Forqueta, Estergio Broilo era, dentro de casa, o “nono Broilo”. É assim que ele é lembrado pela neta Jordana Broilo, que descreve o avô como alguém profundamente amado e presente na vida dos familiares.
Segundo Jordana, a facilidade de se relacionar com as pessoas acompanhou Broilo ao longo de toda a trajetória profissional e pessoal.
— Ele sempre se deu bem com todo mundo e fez amigos em todos os lugares por onde passou — contou.
A neta lembra que o avô iniciou a vida profissional como taxista em Farroupilha. Depois, ao lado da esposa, passou a trabalhar com a organização de eventos. Na sequência, construiu uma longa trajetória na indústria, com 23 anos de trabalho na Grendene, onde manteve amizades que atravessaram o tempo. Mais tarde, também atuou na Vinícola Perini.
No convívio familiar, Jordana destaca a simplicidade e a generosidade como marcas registradas do avô.
— Ele tinha um coração muito grande, uma generosidade absurda. Estava sempre alegre, disposto a ajudar o próximo, não tinha tempo ruim com ele — afirmou.
Descrito como falante e sempre bem-humorado, Broilo também apreciava momentos simples, como ir à praia ou ao campo, e fazia questão de estar presente na vida dos netos.
— Ele foi esse avô que sempre estava disposto a fazer o que fosse preciso pelos netos — resumiu Jordana.
O acidente
Estergio Broilo morreu no local do acidente, no km 240 da Rota do Sol, no distrito de Tainhas, onde era passageiro de um Peugeot 408 envolvido em uma colisão frontal. O velório ocorre na Capela Mortuária Padre Vicente, em Forqueta, e o sepultamento está previsto para as 17h desta segunda-feira (12), no Cemitério Jardim da Paz, também em Forqueta.
O acidente também vitimou Patrick Pinto Rigotti, 27 anos, motorista de um HB20 que morreu no local. Ele está sendo velado na Sala A da Funerária Cristo Rei, em Bento Gonçalves, e o sepultamento será às 16h desta segunda-feira (12), no Cemitério Público Municipal Central.



