
Nesta segunda-feira (26) se completa um ano do acidente entre um Toyota Corolla e um caminhão do Corpo de Bombeiros que matou seis pessoas na RS-486, a Rota do Sol, em Itati. No período, a Polícia Civil chegou a concluir um inquérito policial e a sugerir o arquivamento do caso. No entanto, a pedido do Ministério Público, as investigações foram retomadas.
Conforme o delegado de Terra de Areia, Adriano Pinto, no inquérito finalizado ainda em março de 2025, o laudo pericial apontou que a colisão ocorreu quando "o caminhão invadiu a contramão de direção após uma curva acentuada para a direita em declive, colidindo com o veículo Toyota Corolla que trafegava no sentido oposto".
Além disso, segundo a investigação, após a colisão, os veículos caíram na valeta da pista, percorrendo aproximadamente 32 metros, resultando no capotamento do caminhão. Também foi constatada falha mecânica no sistema de freios do caminhão decorrente do superaquecimento das lonas e tambores. Assim, na época, o inquérito finalizado foi remetido ao Ministério Público (MP) recomendando o arquivamento do caso.
Porém, após analisar o documento, a promotora Dinamárcia Maciel de Oliveira solicitou, ainda no início de abril, novas investigações. Na época, afirmou que questões como informações sobre a manutenção do veículo, complementações do laudo pericial e responsabilidade sobre o caminhão deveriam ser respondidas na investigação. A decisão judicial para que isso ocorresse saiu apenas no dia 28 de abril.
Em outubro do ano passado, após analisar mais uma vez o material, a promotora informou, por meio de nota, ter encontrado divergências, e pediu mais uma perícia técnica.
Na semana passada, o delegado Adriano Pinto informou que serão atendidas as solicitações do MP e que a Polícia Civil deve ouvir outras testemunhas, como mecânicos, analisar possíveis câmeras de monitoramento que possam ter flagrado o acidente, além de realizar nova perícia no caminhão.
Em nota, o MP afirma que solicitou essas investigações complementares para “esclarecer pontos de natureza pericial que podem, conforme o resultado, alterar a conclusão inicialmente apontada pela autoridade policial, que indicava o arquivamento”. Além disso, diz que “solicitou urgência no envio das apurações complementares”. Porém, o delegado diz que não pode repassar uma data para a conclusão desta etapa.
As vítimas
Duas das vítimas do acidente foram os soldados Audrei Alves Camargo e Juliano Baigorra Ribeiro, que estavam no caminhão. No carro, morreram Rosélia Fátima Klassen, 43 anos, Miguel Klassen Tomazi, nove, e Gabriel Vitorino Frezza, 22. Cinco vítimas morreram no local.
Já Clara Klassen Tomazi, 16 anos, que também estava no carro, foi encaminhada em estado grave a um hospital de Capão da Canoa, e depois transferida para Caxias do Sul, onde morreu no dia 7 de fevereiro.




