
Farroupilha viveu por três dias, na última semana, a curiosidade de sediar um casamento que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas e que bloqueou a Rua Castelo Branco, em frente ao complexo Casa Perlage, onde a festa ocorreu. A união dos jovens de origem cigana teve muito churrasco e cerimônia no Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio.
De acordo com o pai da noiva, o empresário farroupilhense Glademir Jorge, foram desembolsados R$ 423 mil para a realização do evento e bancados, em grande parte, pelos próprios convidados.
— É uma reunião familiar, temos ciganos em todos os lugares do mundo e aqui no Brasil, em vez de cada família comprar presente, faz uma doação de dinheiro. Como eram 300 famílias, deu R$ 300 mil. O pai do noivo, por tradição, paga o restante. Fechamos as contas e deu ao todo R$ 423 mil.

No município de cerca de 70 mil habitantes, segundo os dados do último Censo do IBGE, a realização e valores do evento geraram especulação entre a população. O interesse público pelo casamento chamou a atenção, mas não surpreendeu Jorge, que só ficou chateado com alguns comentários que considerou como maldosos nas redes sociais:
— Já fizemos mais de 20 casamentos, só que eram sempre em um CTG de Farroupilha. Nossa população é assim, se cortar um dedo aqui, daqui a cinco minutos estão sabendo em Brasília. É uma situação chata, julgar sem saber. Curiosidade é uma coisa bonita, mas falar sem saber, isso não existe. Somos seres humanos como qualquer um. Os padres, por exemplo, não ganharam um centavo, sou devoto de Nossa Senhora de Caravaggio há anos — esclareceu.
Ainda de acordo com ele, outros 10 casamentos já estão programados para ocorrer em Farroupilha.
— Adoramos o espaço e fomos muito bem recebidos — salientou.





