
O ministro dos Transportes, Renan Filho, vistoriou no início da tarde desta quinta-feira (29) as obras de reconstrução da BR-470, entre Bento Gonçalves e Veranópolis, “a BR mais afetada na grande enchente do Rio Grande do Sul”, na avaliação dele.
A visita integrou a agenda do chefe dos Transportes na Serra, iniciada na quarta (28) com anúncios como o da construção de um viaduto na BR-116 sobre a Perimetral Norte, em Caxias do Sul.
Renan Filho se atrasou para o último compromisso na região, chegando às 12h49min — previsão era o fim da manhã — ao canteiro de obra do viaduto em construção na curva do km 192, em Bento. No local, ele foi recebido pelo vice-governador Gabriel Souza, os prefeitos Diogo Siqueira (Bento) e Cristiano Dal Pai (Veranópolis), a deputada federal Denise Pessôa e outras autoridades locais.
O ministro destacou a complexidade dos trabalhos, que ocorrem entre o km 185 e km 202, e reforçou que a expectativa de conclusão de todas as frentes é o fim deste ano:
— Estamos reconstruindo a estrada, mas de maneira muito mais moderna, adequada e resiliente, fazendo, sobretudo, a contenção de encostas. Ao final deste ano estaremos com praticamente tudo reconstruído na BR-470.

Ao todo, foram mapeados 102 pontos de ocorrência de deslizamentos na rodovia federal. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aponta que 65 deles já tiveram reformas, como proteção de encostas e manutenções de drenagem, concluídas. Atualmente são 37 frentes ativas, demandando 385 funcionários.
O investimento previsto pelo Dnit está na faixa dos R$ 800 milhões, sendo que R$ 471 milhões foram executados até dezembro.
— Aqui está sendo feita uma das obras mais importantes da história do país. Uma obra resiliente, à luz das novas tecnologias de engenharia, que corrigem traçados. Estamos pisando na pista de um dos viadutos que vão tirar a rodovia da beira da barreira. Quando vim aqui (após os desastres de 2024), não tinha caminho nem para passar a pé — salienta Renan Filho.
Os viadutos com estrutura curva, afastados dos barrancos, são erguidos no km 192 — com progresso mais avançado e entrega esperada para março — e no km 193 — inauguração projetada para junho.
Para que todos esses trabalhos tenham andamento, o tráfego é orientado por meio de comboios em horários definidos pelo Dnit e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O chefe de Serviços do Dnit, Adalberto Jurach, complementa que as equipes técnicas se reúnem semanalmente para avaliar a melhor forma de conduzir o trânsito.
— Tem períodos de interdição noturna, interdição durante o dia, sempre visando a manutenção parcial do tráfego e a execução das obras. Então cada avanço terá também uma possível alteração do sistema de comboio atual. São quase dois anos de obras sem nenhum acidente de trabalho nem nada relevante com toda a complexidade que é trabalhar na Serra do Rio das Antas e sua topografia — declara.
Após o encontro na BR-470, a agenda do ministro dos Transportes previa um almoço em Bento e, à tarde, a verificação de obras em Canoas e em Porto Alegre, também com a caravana Na Boleia do Brasil.


