
A previsão era de que o edital para a construção da Casa da Mulher Brasileira, em Caxias do Sul, fosse publicado até o final de 2025. A projeção havia sido dada pela Secretária da Mulher do Rio Grande do Sul, Fábia Richter, quando esteve na cidade em novembro para visitar o terreno das futuras instalações. No entanto, o processo sofreu atrasos e a licitação agora deve ser sair até o final do primeiro semestre de 2026.
Conforme a pasta, o processo passou por uma etapa de análise de documentação que acabou demandando mais tempo do que previsto, o que impactou o cronograma. Ainda assim, os serviços de sondagem e topografia já foram contratados e serão realizados ainda no mês de janeiro. Essas etapas, de acordo com a secretaria, são fundamentais para a elaboração do projeto de implementação. Após a conclusão dessa fase, será possível avançar para a finalização do projeto e, na sequência, para o lançamento do edital.
Assim, mantidos os prazos e o cumprimento do cronograma estabelecido, a previsão é de que o processo avance em março, e o edital seja publicado no primeiro semestre, sem data exata divulgada.
Ainda em setembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal havia prorrogado o prazo para a entrega dos projetos para a construção até 30 de maio de 2026.
A Casa da Mulher Brasileira será instalada entre as avenidas Martim Francisco Spiandorelo, Dr. Assis Antônio Mariani e a Rua Henrique Leonardi, no bairro Esplanada. Anteriormente, estava prevista para ser construída no bairro Sanvitto, atrás da Escola Dario Granja Sant’Ana. No entanto, houve um troca de endereços com a Policlínica, anunciado em outubro pela prefeitura.
O projeto é financiado pelo Ministério das Mulheres, com contrapartida do Estado para a implementação. O investimento total, dos governos federal e estadual, é de R$ 9,7 milhões.
As unidades vão oferecer, em um só espaço, serviços especializados para o atendimento das vítimas dos mais diversos tipos de violência, funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana. Entre os serviços oferecidos, estão: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; promoção da autonomia econômica; brinquedoteca; alojamento de passagem por até 48 horas para mulheres em situação de risco; serviços de saúde; e central de transporte para o encaminhamento a outros serviços da rede especializada.
Também haverá atendimento da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, do Ministério Público e da Defensoria Pública.
Ainda em novembro, o prefeito Adiló Didomenico havia afirmado que o Executivo iria encaminhar à Câmara de Vereadores um Projeto de Lei (PL) para repassar o terreno ao Governo do Estado. Segundo a prefeitura, o PL está sendo elaborado, e não há previsão de envio ao Legislativo.



