
Dois registros de mortes de peixes, ocorridos em rios de Bom Jesus e Vacaria, na Serra, estão mobilizando as equipes das Secretarias Municipais do Meio Ambiente e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram).
O caso de Bom Jesus aconteceu na semana passada, entre terça (25) e quarta-feira (26), no Rio Poli. Moradores registraram a presença de peixes mortos nas margens do rio. Animais criados no pesque e pague da Pousada Rodrivaris, que usa a água do rio, também morreram.
Conforme Daniel Rodrigues, sócio proprietário do empreendimento, todos os alevinos (peixes recém nascidos) adquiridos para serem desenvolvidos em 2026 morreram.
— Perdi 20 mil alevinos de truta e todas as trutas grandes. Esses animais maiores somavam uns 90 quilos. Fora os jundiás e carpas que a gente nem sabe quanto pesavam — lamenta.
Já em Vacaria, a prefeitura confirmou a morte de pequenos peixes, como lambaris, em um pequeno córrego localizado próximo à BR-116. Nesta segunda-feira (1°), cerca de 20 animais foram encontrados mortos. Segundo a prefeitura, servidores da Corsan também estiveram no local. A Corsan, por sua vez, diz em nota que a investigação e as análises estão sendo conduzidas pela Patram e que a água distribuída pela companhia segue todos os testes de qualidade (leia o texto na íntegra abaixo).
A Patram informou que atendeu a ambas as ocorrências. As equipes da patrulha ambiental vistoriam as áreas, contudo, até o momento, a causa das mortes dos peixes não foi confirmada. Apesar dos casos semelhantes terem ocorrido em datas próximas, a Patram alega que são ocorrências distintas, que foram registradas em cursos d' água sem ligação.
O que diz a Corsan
"A Corsan informa que a investigação e as análises da água no riacho em Vacaria, para apurar mortes de peixes, estão sendo conduzidas pela Patram.
A água distribuída pela Companhia à população passa por exames realizados em amostras coletadas diariamente na Estação de Tratamento. Os testes são feitos também no Laboratório Central de Águas, localizado em Porto Alegre e que atende os 317 municípios do Rio Grande do Sul abastecidos pela Corsan.
São monitorados cerca de cem parâmetros exigidos pelas portarias de potabilidade, do Ministério da Saúde, e de agrotóxicos, da Secretaria Estadual de Saúde. Desta forma, a água chega às torneiras sem risco da permanência de algum elemento que possa ocasionar riscos à saúde.
A Companhia possui competência técnica reconhecida pela certificação ISO 17.025, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Isso representa a garantia da qualidade da água oferecida.
A Corsan ressalta que está permanentemente à disposição em seus canais de relacionamento com os clientes e recomenda que a população utilize esses meios de contato com a Companhia para solicitações, pedidos de informação ou para fazer comunicados. Isso agiliza a tomada de providências e a mobilização das equipes de serviço."



