
O edital para contratação da empresa que irá construir o Centro Regional de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Crgird) da Defesa Civil na Serra deve ser publicado em janeiro de 2026 — havia a possibilidade de que isso ocorresse ainda em 2025. A informação foi confirmada pelo coordenador da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Luciano Boeira, na terça-feira (9), durante passagem por Flores da Cunha para acompanhar os impactos do tornado na cidade.
O Crgird é um modelo inspirado em Houston, nos Estados Unidos, e se trata de uma base para coordenação das ações da Defesa Civil em nível regional, no caso da Serra, com suporte para 49 municípios.
O coronel explica que estão previstos nove centros regionais, mas que em um primeiro momento serão priorizados quatro: na Serra, no Vale do Taquari, na Região Central e na Zona Sul. A previsão era de que o centro fosse instalado em um terreno no bairro Bela Vista, na Rua Antônio Degasperi, esquina com a Rua José Bisol, ao lado Colégio Estadual Imigrante, no entanto, surgiram outros endereços que estão sendo analisados.
— Trabalhamos, sim, na identificação do melhor terreno. Tínhamos um primeiro que foi identificado, mas não descartamos outras possibilidades ainda. Precisamos trabalhar com levantamentos topográficos para ter a melhor condição para fazer a gestão de desastres na região da Serra — afirma o coordenador estadual da Defesa Civil.
A instalação do centro na região tem o objetivo de dar uma resposta mais ágil em situações de desastres naturais como, por exemplo, o que aconteceu entre o final de abril e o início de maio de 2024. Além disso, vai trabalhar de forma preventiva os riscos de tragédias.
O Crgird integrará tecnologia e base de dados em uma estrutura robusta. A previsão é de que conte com geradores e produção de energia solar para que em caso de desastres o local mantenha a atuação. O centro contará com dois prédios. Um deles será o administrativo, com de salas de coworking, auditório, sala de crise, de planejamento, gabinete do coordenador, sala de assessoria, sala multifuncional, sala de reuniões e uma copa com área de descanso.

Já o outro prédio será um pavilhão logístico para armazenar itens como roupas, colchões, kits de higiene e limpeza, telhas, água, cesta básica, banheiros químicos, oriundos de doações e de um próprio estoque da Defesa Civil. Há previsão de que a estrutura conte com caminhões pipas para atender casos de estiagem. A estrutura física contará, ainda, com heliponto para apoio logístico aéreo e uma grande caixa d'agua para não ficar sem abastecimento.
Quando anunciou que a Serra seria contemplada com um dos centros, o vice-governador Gabriel Souza afirmou que a obra custaria R$ 22 milhões. Nesta quarta-feira (10), a assessoria de imprensa da Defesa Civil destacou que o projeto está em fase de orçamento. Os recursos vêm do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
No final de novembro foi publicado o edital de licitação para construir o Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird), estrutura que vai monitorar e coordenar operações de resposta a emergências, como enchentes, deslizamentos e eventos meteorológicos extremos.
— O Estado em curto e médio prazo terá o melhor centro de gestão de risco de desastres do Brasil — afirma o coronel Boeira.


