
Foi ouvida nesta sexta-feira (7) pela Justiça do Rio Grande do Sul a professora Leonice Batista dos Santos. Ela é acusada de agredir uma criança de quatro anos em uma escola infantil de Caxias do Sul. O caso aconteceu em agosto.
No momento, de acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, a professora segue presa preventivamente. A assessoria informa também que o caso corre em sigilo. Por isso mais detalhes, como uma previsão para o encerramento do processo, não são divulgados.
Além de Leonice, outras testemunhas foram ouvidas anteriormente. Entre elas, outras duas crianças de situações que teriam acontecido em 2024. Elas prestaram depoimento no fim de outubro. As acusações foram registradas pelas famílias após a agressão flagrada em agosto de ano.
De acordo com o advogado de Leonice, Henrique Hartmann, a audiência "saiu conforme o esperado". Com as testemunhas ouvidas, a defesa protocolou novo pedido para que a professora possa responder em liberdade. A decisão ainda não foi divulgada.
O Ministério Público (MP), que faz a acusação contra a professora, decidiu não se manifestar porque o caso é sigiloso e envolve crianças, segundo a assessoria da instituição.
Relembre o caso
A agressão a um menino de quatro anos ocorreu dentro de uma sala de aula, na Escola Infantil Xodó Da Vovó, na manhã de 18 de agosto e foi gravada por uma câmera de segurança.
As imagens mostram a professora Leonice Batista dos Santos organizando materiais em um armário, enquanto as crianças da turma do pré estão sentadas, em círculo, nas classes. Em um determinado momento, Leonice se dirige a um menino e bate na cabeça dele com os livros. O aluno chora bastante. A profissional grita e pega um papel para limpar a boca do menino. Ambos saem da sala.
Depois do ocorrido, os pais levaram o menino para uma avaliação com um dentista, que constatou o afrouxamento de seis dentes. O caso veio à tona depois da escola verificar as imagens das câmeras de segurança, que flagraram a agressão.
Ainda no fim de agosto, a delegada Thalita Giacomiti Andrich, que investiga o caso, tinha confirmado que outras duas famílias registraram boletins de ocorrência contra Leonice.





