
Há dois anos e meio convivendo com obras, os moradores do Desvio Rizzo, em Caxias do Sul, ainda terão de aguardar pela entrega da sonhada revitalização do acesso ao bairro. A prefeitura fez uma nova alteração no cronograma dos trabalhos e atualizou a previsão de entrega para 2026 — o mês para isso, entretanto, não foi detalhado.
Segundo o município, o projeto sofreu readequações, como redirecionamento de frentes de serviço, devido a ocupações irregulares, em tramitação judicial, nas proximidades da Rua Clemente Fruett e do loteamento Sol Nascente. O avanço das reformas também é impactado por processos de desapropriação.
Outra justificativa mencionada é que as escavações para implantação das redes de esgoto têm apresentado profundidades elevadas, com seis a sete metros. De acordo com a prefeitura, esse cenário exigiu uma revisão do plano de ação e das estratégias executivas das empreiteiras.
Hoje, a principal frente de trabalho está na Avenida Alexandre Rizzo, próximo ao acesso pela RS-453, onde as equipes implantam novo pavimento, plantio de grama, passeio público e camada asfáltica. Em alguns pontos, há bloqueios temporários ou alterações de sentido viário, como é o caso da Rua Vitório Lago. Há manutenções também na Rua Cristiano Ramos de Oliveira.
Em um próximo passo, a Clemente Fruett receberá redes de esgoto e pluvial, além da remoção do pavimento em paralelepípedo para colocação de asfalto. Essas operações irão exigir bloqueios, conforme o município.
O que prevê o projeto
A ordem de início das obras foi assinada pelo governador Eduardo Leite e o prefeito Adiló Didomenico no dia 28 de abril de 2023.
Idealizado em 2009 e apresentado oficialmente em novembro de 2014, o projeto de revitalização do acesso ao Desvio Rizzo contempla melhorias viárias e de paisagismo em dois quilômetros da Avenida Alexandre Rizzo, entre o entroncamento com a RS-453 e o cruzamento com a Rua das Rosas. A rede de saneamento da localidade também receberá melhorias.
A Rua Cristiano Ramos de Oliveira e vias do entorno ganharão novo asfalto, com qualificação de calçadas e sinalização. Além disso, o canteiro central terá tratamento paisagístico e urbanístico com árvores, pista de caminhada, ciclovia e academia da melhor idade.
O custo estimado é de R$ 40 milhões, com recursos do Estado, de financiamento obtido pelo município e do Samae. O prazo inicial para conclusão era de 18 meses — ou seja, até novembro de 2024.
A revitalização também enfrentou o abandono da empresa vencedora da licitação para os trabalhos, em abril do ano passado. Atualmente, quem opera no local é a Codeca e a construtora Pelotense.

