
Pesquisas sobre as violações de direitos, principalmente de grupos minoritários, em Caxias do Sul, vão contar com uma plataforma própria para consulta pública. Lançado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas e Sociais, o Observatório em Direitos Humanos vai concentrar os diagnósticos de locais e populações em risco de vulnerabilidade.
A iniciativa quer reunir dados sobre como são tratadas pessoas idosas, população LGTBQ+, migrantes e pessoas em situação de rua para embasar, no futuro, a criação de políticas públicas.
O Observatório, segundo a coordenadora, a professora Ana Maria Paim Camardelo, vai reunir as pesquisas já realizadas na área dos direitos humanos e que ficavam restritas à consulta universitária.
— Não tínhamos um local onde esses dados pudessem ser disponibilizados para a população, em especial para os gestores públicos. Novos projetos precisam de dados e não se tem uma fonte. As pesquisas acabam ficando nos relatórios e o que se torna público são apenas os que são publicados — explica.
Uma nova pesquisa começa, nos próximos dias, inicialmente nos bairros da Zona Oeste de Caxias e foca nos direitos das crianças e adolescentes com o apoio da Pastoral da Criança, que realiza ações com menores de idade e gestantes no combate à desnutrição.
Os resultados devem ser apresentados em setembro do ano que vem em um congresso que reunirá conselhos municipais e poder público. Além das crianças, a coordenação do observatório pretende reunir dados sobre grupos que ficaram maiores nos últimos anos em Caxias:
— Penso também na população migrante que tem todos os direitos garantidos, mas muitas vezes não tem o acesso ao básico. Então é preciso um diagnóstico para se criar uma política para atender essas necessidades e criar alternativas.
Uma plataforma online será criada para abrigar as produções e as bases de dados. Atuarão nas ações do Observatório pesquisadores das áreas de Humanidades e Ciências Jurídicas, totalizando nove professores e três bolsistas ligados ao Programa de Pós-Graduação em Educação.
O Observatório em Direitos Humanos foi viabilizado por meio de emenda parlamentar disponibilizada pela deputada federal Denise Pessôa.



