Um homem morreu em um incêndio que atingiu uma reciclagem no bairro Euzébio Beltrão de Queiroz, em Caxias do Sul, na manhã deste sábado (8). De acordo com o Corpo dos Bombeiros, a vítima trabalhava na reciclagem e dormia em uma área de alojamento com mais dois trabalhadores, que conseguiram sair antes do fogo se alastrar. Os bombeiros conseguiram retirar o homem dos escombros, mas ele já estava morto. A vítima ainda não foi identificada.
— Eles tinham esse alojamento, uma casinha de dois pisos ali, a princípio, e a reciclagem logo abaixo. Eles dormiam ali, pernoitavam. Os outros dois moradores que estavam juntos, eles estavam dormindo no momento, acordaram com a fumaça e conseguiram sair. E entretanto essa vítima não conseguiu sair do local — detalhou o sargento Everaldo Oliveira.

Uma moradora da casa ao lado foi encaminhada pelo Samu a um hospital após inalar fumaça. Dois caminhões dos bombeiros e cerca de 10 mil litros d'água foram utilizados no combate ao fogo.
Um caminhão-pipa do Samae prestou apoio. Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícia e Fiscalização de Trânsito também atuaram na ocorrência.
Projeto para mudança das reciclagens
O prefeito Adiló Didomenico esteve no local, já que há um projeto da prefeitura para transferir os recicladores para pavilhões seguros e assim também liberar a Cristóforo Randon para o trânsito. Em 2023, o projeto de construção de cinco pavilhões, ao lado do Estádio Centenário, foi doado pela SER Caxias ao município.
Pavilhões devem ser erguidos numa área total de 2.593 m², situada no cruzamento entre as ruas Dom João Batista Scalabrini e Cristóforo Randon, nos fundos do campo suplementar do clube. Os novos espaços contarão com infraestrutura completa, incluindo banheiros, vestiários, pátio e paredes corta-fogo.
— O meu temor sempre foi, e disse isso em várias reuniões, o meu temor é o incêndio. Nada contra o reciclador, a gente sabe que traz problemas no trânsito, mas o risco é o que representa esse tipo de atividade no meio da vila. E se o que está acontecendo hoje tivesse acontecido num dia de vento, ou ao contrário, sol forte, talvez os bombeiros não dessem conta de atacar, porque o acesso é muito difícil — afirmou o prefeito.
Demora no trâmite
No início deste ano, foi firmado o contrato entre a SER Caxias e o Banrisul para a aquisição dos terrenos. Segundo o secretário de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Marcus Vinicius Caberlon, o processo que envolve prefeitura, SER Caxias e o Banrisul está em análise jurídica no banco.
— Acredito que ainda este ano assinaremos o contrato entre as três partes. Havia um problema com as matrículas quando houve a abertura da rua Cristóforo Randon, foi feito um ajuste nas matrículas dos lotes, dos terrenos, enfim, que foram desapropriados, consequentemente aquilo que havia sido aprovado anteriormente pelo conselho do banco precisa ser ratificado. Era uma matrícula única de vários lotes e agora estão individualizadas, inclusive com a medida correta, georreferenciada. Após a assinatura do contrato, inicia o processo de desafetação daquelas ruas, aquilo na origem é um loteamento da década de 50. Se faz a desafetação das ruas para fazer a permuta entre o município e o Caxias dos lotes, recebendo aquela área que vai nos permitir construir os pavilhões — explica.
Caberlon informa que a parte da construção cabe ao município em uma contrapartida de um empreendedor que fez um loteamento:
— Temos que aguardar a definição do banco. O banco tem uma estrutura toda em função de regulação, em função de compromisso, mas eu acredito que ainda este ano devemos estar construindo os novos pavilhões, que permitirão a recolocação desse trabalho da reciclagem.


