
Os serviços da Receita Federal de Caxias do Sul continuam sem previsão de voltar a atuar de forma conjunta, em uma mesma estrutura. A primeira tentativa de locação de um imóvel falhou, e agora é preciso fazer um novo chamamento público. O processo de locação ocorre há quase um ano, após o prédio original da delegacia, no bairro Rio Branco, ser atingido por um incêndio em julho do ano passado.
Conforme o delegado da Receita em Caxias, Leandro Tessaro Ramos, as negociações estavam em etapa final com o prédio onde funcionava parte da FSG (Centro Universitário da Serra Gaúcha), na esquina das ruas Os Dezoito do Forte e Moreira César. A estrutura cumpria os requisitos de valor, alvarás, acessibilidade e Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), contudo, a informação de possível instalação de um campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Caxias travou o negócio.
— O proprietário desistiu da locação. É um direito dele, afinal de contas o processo ainda não tinha sido formalizado em termos de contrato. E nós voltamos para a estaca zero. Estamos iniciando um novo processo de chamamento público. Vamos ampliar a área na cidade, ainda para bairros centrais, mas com um raio um pouco maior, para tentarmos novamente um imóvel de cerca de 1,5 mil a 2 mil metros quadrados que ocupe toda a estrutura da delegacia da Receita Federal — explica Ramos.
A intenção é de que o novo chamamento ocorra no primeiro trimestre de 2026. Conforme Ramos, são necessários alguns ajustes no edital anterior antes da formalização do processo. Atualmente, o atendimento ao público é feito na Agência Tudo Fácil, no Shopping Bourbon San Pellegrino. Enquanto que o gabinete da delegacia está no prédio da Justiça Federal, na Rua Doutor Montaury, e um setor administrativo está junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na Rua Bento Gonçalves.
Obra em prédio atingido por incêndio deve ficar para 2027

Atingido por um incêndio em julho de 2024, o prédio original e próprio da Receita Federal, no bairro Rio Branco, deve passar por obras somente em 2027.
O projeto executivo, que é necessário para a licitação da reforma, está em fase de correções, que foram apontadas pelo setor de engenharia da Receita. O documento é elaborado por uma empresa contratada pelo governo federal e foi entregue de forma provisória dentro do prazo estipulado. No entanto, ainda são necessários ajustes.
Como o projeto ainda não é definitivo, a reforma não pôde ser incluída no orçamento de 2026 da União, o que impacta no início do serviço. Em entrevista em julho, o delegado detalhou que o segundo andar do imóvel foi bastante destruído pelas chamas.
— Restaram ali paredes, pisos, colunas, mas nada mais do que isso — acrescentou, à época.



