
O projeto para implantação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Caxias do Sul será votado pelo Conselho Universitário (Consun) no dia 17 de outubro. A reitora da instituição, Márcia Barbosa, também revelou quais foram as quatro opções finais de estruturas para a futura sede do Campus e a previsão de quando deve acontecer o primeiro processo seletivo.
De acordo com Márcia, o projeto só terá avanços a partir da aprovação do Conselho. No entanto, a reitora já adiantou quais foram as sugestões finais dos prédios visitados pela equipe da UFRGS durante os últimos meses. Entre eles estão:
- Campus 8, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), no bairro Samuara, entre Caxias e Farroupilha.
- Antigo prédio de cursos de pós-graduação e especializações do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG), localizado no cruzamento das ruas Os Dezoito do Forte e Moreira César, no bairro São Pelegrino.
- Antigo Pastifício Caxiense, no bairro São Pelegrino.
- E o Edifício São Carlos, em que funcionava o Teatro São Carlos, também localizado no bairro São Pelegrino.
Requisitos da escolha
A reitora comentou que um dos requisitos, desde o começo das avaliações, era buscar uma estrutura que não necessitasse de tantas reformas, pois a verba disponibilizada pelo Governo Federal foi de R$ 60 milhões — mas a UFRGS pleiteia um aumento para R$ 75 milhões.
Ainda, Márcia explicou que, caso exista a aprovação do Consun, uma das prioridades será o início das negociações do prédio escolhido.
— Ainda não foi "batido o martelo", porque eu preciso primeiro ter autorização, depois eu posso conversar e fazer oferta e ainda tem a resposta da oferta, é muita negociação. Por isso que a gente manteve vários prédios no "menu", porque também temos um limitador dos recursos financeiros. E tudo isso vai ser uma burocracia infinita, porque comprar com dinheiro público tem que ter um cuidado muito grande. A gente vai ter que correr "feito louco" depois do dia 17 — destacou Márcia.
Primeiro processo seletivo previsto para fevereiro de 2026
Além disso, a outra prioridade será o encaminhamento dos planos de ensino de cada um dos cursos selecionados: Administração, Engenharia Agrícola, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia de Materiais e Manufatura, Ciência de Dados e Pedagogia.
Segundo a reitora, muitos dos detalhes já estão em andamento, mas há questões que envolvem professores e outros funcionários que farão que apenas um dos cursos iniciem em março de 2026.
— Claro que a gente não vai começar com todos os cursos, porque a gente vai ter que contratar as pessoas, mas a gente já está formatando as coisas para ter possibilidade de, tanto de concurso, mas também utilizar as pessoas que já estão em instituições federais, mas em outras localidades. Porém, pelo menos um curso já vai iniciar em março de 2026 e será aquele que a gente conseguir aprovar mais rápido. Vai ser loucura, mas vai ser uma boa loucura — frisou.
Sobre o ingresso, Márcia reforçou a informação do processo seletivo "diferente", focado nos estudantes da região. Ela também prevê a aplicação para fevereiro de 2026.
— Obviamente, não vai ser um vestibular, vai ser um processo especial, provavelmente em fevereiro e presencial, porque não faz nenhum sentido, se eu quero atender a região, não fazer uma coisa presencial. A gente já tem alguns modelinhos do que a gente vai fazer, mas agora, o nosso foco total está em aprovar (o projeto de implantação) aqui dentro — disse.
Apoio da comunidade serrana
Apesar de muitos planejamentos, a reitora salientou como ainda precisa do apoio das cidades da Serra para a aprovação do projeto no Consun.
— Eu estou bem otimista que o Conselho Universitário vai aprovar, mas, obviamente, eu ainda preciso contar com o apoio da comunidade da Serra gaúcha. Preciso de manifestações positivas, por inscrito, quem sabe alguns virem aqui no dia da votação acompanhar, com torcida organizada, melhor para gente. Tem que ter animação total, é uma conquista da Serra — comentou.
O que já foi definido
- A verba de R$ 60 milhões para aquisição do prédio, obras e equipamentos, mas a UFRGS pleiteia um aumento para R$ 75 milhões.
- Os cursos que serão ofertados até o momento são: Administração, Engenharia Agrícola, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia de Materiais e Manufatura, Ciência de Dados e Pedagogia.
- O campus já deve iniciar as atividades com 2,8 mil estudantes matriculados, divididos em 400 alunos em duas graduações e 500 nas demais, além de 160 docentes e 140 servidores. Ainda, a reitora Márcia Barbosa frisou a parceria com as empresas para aulas mais práticas.
- O projeto foi entregue ao Conselho Universitário no dia 9 de setembro para o início de discussão. A votação está agendada para 17 de outubro.
- As previsões de início das atividades são para março de 2026.




