
Somente nesta terça-feira (28), após 15 dias da assinatura da ordem de início das obras do Centro Municipal de Proteção Animal de Caxias do Sul, é que máquinas começaram a trabalhar no local. A justificativa do secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Ronaldo Boniatti, para a demora foi questões envolvendo o fornecimento de energia elétrica no terreno.
De acordo com Boniatti, a prefeitura protocolou um pedido à RGE para disponibilização de energia elétrica ainda na semana da assinatura da ordem de início. Contudo, foi informado que a concessionária precisa elaborar um projeto elétrico de extensão da distribuição na região da construção, em São Giácomo.
— Nós protocolamos o pedido, a RGE que faz o projeto. Até conversando com o Rafael Dalla Brida (gerente de Relacionamento e Consultor de Negócios da RGE), ele falou que iria agilizar esse projeto — destaca.
Mas Boniatti explicou que a empresa vencedora da licitação, REM Construções Ltda, de Flores da Cunha, conseguiu negociar a energia necessária com vizinhos para, então, iniciar os trabalhos no local.
— De qualquer forma, para nós isso já não é mais um problema, porque a energia que precisava o construtor está pegando em outra área próxima com o qual ele negociou. Então, não temos tanta pressa que a RGE faça esse projeto, pois, neste momento, a obra já iniciou. Inclusive a máquina já chegou lá no local, vai começar pela questão da movimentação de terra. Então, as coisas vão andar — reforça o secretário.

Redução de 25% no valor da obra
A questão financeira do projeto foi um imbróglio desde agosto de 2024, quando foi assinada a primeira ordem de início da obra. A empresa vencedora desistiu após alguns meses, devido ao valor previsto não estar adequado aos R$ 8 milhões disponíveis pelo financiamento da prefeitura com o Badesul Desenvolvimento.
Com a reformulação do projeto arquitetônico, a licitação foi relançada, mas o valor da obra ainda ficou superior ao limite, chegando em R$ 8.002,488,48. Contudo, a REM Construções Ltda garantiu o projeto com uma proposta de R$ 6 milhões.
Conforme o proprietário da construtora, Diego Dal Bó, a diminuição do valor foi justificada pela empresa ter sede em uma cidade próxima.
— Somos uma empresa grande e que tem sede em Flores da Cunha, então tem todos os funcionários e maquinários para a execução do projeto. Assim evitamos estarmos contratando terceiros para fazer o serviço e elevando o custo — destaca Diego.
Sobre a empresa ter se candidatado para executar a obra, que já está se arrastando há mais de um ano, Diego salientou como o projeto proporcionará um "o aumento no portfólio da empresa".
— Essa obra do canil é bem grande e interessante de se fazer, com um portfólio para o futuro, que dará uma visibilidade boa, além de ser uma causa nobre — complementa.
Além disso, como o terreno é de 5,3 hectares, a empresa poderá montar um escritório para manter arquitetos e engenheiros dentro da obra, o que fará com que agilize os trabalhos.
Sobre o Centro
O Centro de Proteção Animal será feito em um terreno com área total de 5,3 hectares, na região de São Giácomo, com prédio administrativo, ambulatório e alas para atender 440 cães, 60 gatos e quatro animais de grande porte, canis coletivos e individuais e áreas exclusivas para mães e filhotes, animais idosos e animais raivosos.
O recurso para a construção do Centro é proveniente de financiamento junto ao Badesul Desenvolvimento.





