
Novos cursos e mais opções de sede para a extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na Serra. Essas são algumas das novidades trazidas pela reitora Marcia Barbosa em entrevista ao Pioneiro antes da audiência pública promovida pela Frente Parlamentar em Defesa da Universidade Federal da Região Nordeste do RS, presidida pela vereadora Rose Frigeri (PT), na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, na noite desta sexta-feira (22).
De acordo com a reitora, os cursos de Psicologia e Artes Cênicas são as novas apostas, mas ainda estão em avaliação e que podem se unir às outras seis graduações já anunciadas: Administração, Engenharia Agrícola, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia de Materiais e Manufatura, Ciência de Dados e Pedagogia
— Eram cursos dentro da nossa análise de viabilidade, porque tem empregabilidade na região e apareceram como interesse dos jovens. Nós estamos trabalhando com o pessoal da UFRGS, que vai ter que desenhar os cursos. Então já estão em mais dois cursos que estão no caminho de serem cursos viáveis — comentou Marcia.
Contudo, ainda não há uma certeza que vão iniciar em 2026. Tudo vai depender da aprovação do projeto no Conselho Universitário da UFRGS.
— Se aprovados pelo Conselho, vamos montar toda essa planilha temporal para ver que cursos a gente começa a trabalhar, para começar a pensar em ter já um ingresso em março do ano que vem — destacou a reitora.
O método de ingresso também será diferente, priorizando o público local.
— E nós estamos programando ter um processo de ingresso que seja diferenciado nesta primeira etapa. Algo muito local. Eu quero que esse campus seja potencialmente povoado com pessoas da região — salientou.
Já sobre os prédios estudados para serem a sede da extensão, a novidade é a antiga estrutura da Unisinos, no bairro São Pelegrino.
— Todas elas estão passando por uma visita técnica de qual o custo do prédio, além do custo da reforma. É essa soma que precisa a conta bater e o que a gente tem são R$ 50 milhões de capital e mais R$ 10 milhões para equipamentos. E, obviamente, precisa passar pelo Conselho Universitário, o que vai acontecer agora no começo do mês de setembro. Passado isso, para cada um dos projetos que estão sendo apresentados para compra, a gente está dizendo: "nos dê um mês para podermos dar essa resposta" — reforçou.
Contudo, as outras duas outras opções seguem em análise: o Campus 8 da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e o antigo prédio da pós-graduação da FSG, também no bairro São Pelegrino. Ainda há a sugestão da antiga sede da Marcopolo, no bairro Planalto, proposto pela própria empresa, e o prédio do Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, no bairro Cinquentenário, sendo uma ideia do presidente da Câmara de Vereadores de Caxias, Lucas Caregnato (PT).
O vereador de Farroupilha, Juliano Baumgarten (PSB), também não perdeu a oportunidade e trouxe mais uma sugestão: o prédio que sediava a Faculdade Cenecista no município, chamado prédio do CESF.
— É um prédio que durante muitos anos serviu como uma escola municipal e também foi prédio de faculdade. É uma estrutura gigantesca e hoje esta ociosa. Mas é bem localizado e eu acredito que venha contemplar. Precisa fazer alguns ajustes, algumas reformas, mas nada no sentido que tenha um impacto tão gigantesco. É uma outra alternativa — salientou Juliano.
O plenário da Câmara também estava lotado de jovens e da comunidade local que tiveram espaço para se manifestarem e opinarem sobre a extensão. O prefeito Adiló Didomenico (PSDB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Pepe Vargas (PT), e a deputada federal Denise Pessôa (PT) estavam entre as várias autoridades que marcaram presença.
O que já foi definido
- A verba de R$ 60 milhões para aquisição do prédio, obras e equipamentos, mas a UFRGS pleiteia um aumento para R$ 75 milhões.
- Os cursos que serão ofertados até o momento são: Administração, Engenharia Agrícola, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia de Materiais e Manufatura, Ciência de Dados e Pedagogia.
- O Campus já é para começar com 2,8 mil estudantes matriculados, divididos em 400 alunos em duas graduações e 500 nas demais, além de 160 docentes e 140 servidores. Ainda, a reitora Márcia Barbosa frisou a parceria com as empresas para aulas mais práticas.
- O projeto da extensão deve ser entregue ao Conselho Universitário em setembro para o início de discussão. O objetivo é que possa ser aprovado, pelo menos, entre o próximo mês e outubro.
- As previsões de início das atividades são para 2026.



