
Com 40 salas de aula e capacidade de atender simultaneamente 1,3 mil estudantes, o prédio onde funcionava parte da FSG (Centro Universitário da Serra Gaúcha) é uma das novas apostas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para ser a sede do Campus Serra, em Caxias do Sul. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15) em coletiva de imprensa sobre a implantação da extensão no município.
A estrutura de cinco andares, com cerca de 7 mil metros quadrados, está localizada na esquina das ruas Os Dezoito do Forte e Moreira César, em frente à Praça da Bandeira, no bairro São Pelegrino. A FSG utilizava o prédio para os cursos de pós-graduação, mas encerrou as atividades no espaço há alguns anos.
De acordo com o vice-reitor, Pedro Costa, o prédio tem o alvará ainda vigente para funcionar como uma instituição de ensino superior. A UFRGS ainda não recebeu uma proposta do proprietário mas, pela metragem, calculam ser de cerca de R$ 39 milhões. O local ainda está passando pela análise da Caixa Econômica Federal.
No entanto, o diferencial do prédio é que, segundo a avaliação da Comissão de Assessoramento para Criação e Instalação do Campus Serra, o espaço não precisaria de "obras expressivas e adequações" e que custariam, em torno, de R$ 5 milhões. Além disso, teria o destaque de ser na área central, com paradas de ônibus próximas.
— Está tudo pronto, só precisa fazer uma adaptação muito pequena para fazer uma biblioteca, e é uma coisa que é uma obra de dois ou três meses, e está pronto para abrir. Então, isso está fazendo a diferença — comentou Pedro.
Já no caso do Campus 8 da Universidade de Caxias do Sul (UCS) que, até essa sexta era o único prédio estudado para sede, o gasto seria muito maior. Na análise realizada, a compra da área construída (de cerca de 13 mil m²) seria de R$ 28 milhões conforme a matrícula. A avaliação da Caixa já foi superior, sendo de R$ 60 milhões. Contudo, com todas as mudanças e reparos necessários, os valores se aproximaram de R$ 100 milhões.
Além disso, Pedro pontuou o investimento na manutenção da estrutura do Campus 8 durante os anos de operação.
— Para manter aquele campus, a gente tem uma estimativa de custeio extraordinário, além do que a gente tem hoje na universidade (em Porto Alegre). Para o primeiro ano, em valores de 2025, são de aproximadamente R$ 14 milhões envolvendo assistência estudantil, bolsas, etc. Só de postos de vigilância, por exemplo, que é o posto mais caro que existe hoje dentro dos serviços terceirizados, seriam aproximadamente 14 postos segundo a nossa segurança, mais câmeras, viaturas, etc. Então, o custeio lá seria muito alto — comentou o vice-reitor.
Há um terceiro espaço cogitado, de sete andares e também na região central. Porém, a UFRGS ainda não divulou informações sobre ele, pois ainda precisa ser visitado pela comissão.
A estrutura para o Campus Serra
A UFRGS já solicitou ao Ministério de Educação (MEC) um aumento de R$ 60 milhões para R$ 75 milhões para aquisição do prédio, obras e equipamentos, com a contrapartida de 2,8 mil estudantes matriculados. Esse acréscimo ainda está em avaliação.
Para as despesas obrigatórias, é pedido a suplementação orçamentária de cerca de R$ 6 milhões no primeiro ano, chegando a R$ 11 milhões no quinto ano. Ainda em 2025, se concretizada a compra, o MEC já aprovou o custeio extra de cerca de R$ 1 milhão para organização do espaço físico.
Na questão do quadro de servidores, serão necessários:
- 140 vagas de Técnicos Administrativos em Educação (TAE) para trabalhar nos setores como biblioteca, atenção à saúde e apoio acadêmico.
- 230 vagas docentes + funções gratificadas, com possibilidade de remoção, redistribuição e concurso.
- Mais serviços terceirizados de acordo com o prédio adquirido.


