
Um estudo iniciado em agosto do ano passado pela prefeitura de Caxias do Sul indicou que cerca de 150 famílias poderão permanecer em suas moradias no bairro Galópolis. A análise ocorreu em função da região ter sido a mais impactada por deslizamentos de terra, durante a chuva de maio de 2024. Sete pessoas morreram e uma vítima nunca foi encontrada, segundo a Defesa Civil.
O levantamento aponta que, em condições climáticas normais, a área não apresenta risco. Contudo, o cenários e os riscos mudam a partir da ocorrência de chuva volumosa. Nesse caso, haverá necessidade de evacuação da área por conta do encharcamento do solo. Essa medida deve ocorrer a partir do registro de 100 milímetros de chuva, em um período de 24 horas.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Caxias do Sul, tenente Armando da Silva, famílias retornaram espontaneamente à comunidade sem avisar as autoridades. Por isso, a prefeitura não tem o número de pessoas que estavam ou ainda estão fora de casa.
Durante os últimos meses, houve o mapeamento geológico, geotécnico e hidrológico de Galópolis, com indicação e caracterização das áreas de risco e perigo. Os resultados foram apresentados aos moradores na noite de quarta-feira (30).
População será treinada para reconhecer os riscos
De acordo com o geólogo Caio Torques, o estudo orienta o estabelecimento de um plano que inclui treinamento da população para convívio e reconhecimento do risco, além do controle de pluviometria, medição do nível freático, vistorias contínuas e sistemas de alerta.
Moradores de sete áreas mapeadas receberão treinamentos para multiplicar as informações e saber como proceder em caso de necessidade de evacuação. Serão estabelecidas rotas e locais seguros para receber as famílias.
— Vamos ter que conversar semanalmente. Vamos trabalhar na prevenção e mitigação. Esse preparo todo é para que Galópolis possa voltar à vida, voltar à rotina, e em segurança — ressalta o coordenador da Defesa Civil.
Obras custarão mais de R$ 50 milhões
O estudo também recomenda a execução de obras de contenção e estabilização das encostas. O custo estimado nos anteprojetos é de R$ 53 milhões.
O município informou que está em busca de recursos, entretanto, não há data ou prazo estimado para início dos serviços.

