
O posto de gasolina que antes vendia mais de 80 mil litros de gasolina por mês passou a vender metade desse volume. A loja de conveniência viu o movimento baixar cerca de 60% e uma casa de massas, no entanto, percebeu que o desvio no trânsito até auxiliou para que o estabelecimento fosse mais visto.
As obras na Rua Dr. Montaury, na altura do bairro Madureira em Caxias do Sul, e que se estendem há quase dois meses mudaram a rotina do comércio, interferiram no trânsito e têm sua conclusão prevista para ocorrer nesta semana.
De acordo com o Samae, que supervisiona os trabalhos realizados pela empresa DCON, falta concluir a substituição das redes de água, um serviço realizado nas laterais e que permite que o trânsito esteja liberado. Ainda é preciso, também, scanear todo o terreno e verificar se não há vazamentos, como o que foi detectado nesta terça-feira(22) em um ponto da Rua Hércules Galó e obrigou uma nova abertura na via.

Ainda que pequenos, os vazamentos, segundo o assessor do Samae, Jorge Catusso, ocorrem quando as conexões subterrâneas perdem a vedação após o buraco ser fechado. Quando o sistema é testado ou o scanner acusa o problema a rua precisa novamente ser aberta para o reparo.
Nesta terça, Catusso supervisionava a obra quando mais concreto precisou ser feito para solucionar o problema.
— Tem que estar 100%, pode ocorrer porque o buraco é fechado com a própria terra e as pedras que foram retiradas dele, então exercem uma pressão. É uma cidade embaixo da terra que precisa funcionar a pleno.
Se nada mais for constatado e a conclusão da rede de água for concluída nesta semana, como o planejado pelo Samae, a pavimentação poderá, enfim, ter início. O asfaltamento será realizado pela Codeca.
Mas é a poeira gerada pelos veículos que incomoda a vizinhança. Quem circula pela Rua Ernesto Alves já percebe a nuvem gerada, e os comércios, como o posto de gasolina, tentam amenizar lavando as calçadas. De acordo com o gerente, Marco Aurélio Pinheiro, o faturamento baixou pela metade desde que as obras tiveram início.
— Jogo água todas as manhãs porque não dá para aguentar a poeira, mas como tempo seco adianta pouco. Vendemos em um mês 44 mil litros de gasolina isso é 50% menos que o normal.
Proprietária da loja de conveniência, Rosângela Camargo também percebeu a diminuição do movimento em cerca de 60%:
— Tínhamos fluxo direto de gente, agora não passa mais ninguém. É um abre e fecha da rua que ninguém entende, quando não é poeira é barro.

Depois que teve início, em maio, a obra na Montaury avançou no sentido contrário do trânsito e causou transtornos a outros estabelecimentos mais próximos à avenida São João, que se tornou alternativa para o trânsito.
Na esquina, uma casa de massas até viu o movimento aumentar por conta disso, mas são as constantes interrupções no fornecimento de água que incomodam a sócia proprietária Julini Borile.
— O problema é ficar sem água e no final da tarde o trânsito que é caótico, mas aqui para nós como estávamos no meio do desvio ficamos até assustadas com o movimentado. Quando fecharam a rua em frente à loja todo mundo passava, olhava e se encontrava onde estacionar acabavam entrando. Não tinha ideia do quanto essa rua podia ser movimentada.
Ao todo, a obra instalou 613 metros de uma coletora tronco de esgoto e outros 675 metros de redes menores. A melhoria passa pela Rua Hércules Galló até a Visconde de Pelotas, e pela Dr. Montaury e Av. São João. A nova rede vai permitir que os resíduos coletados sejam encaminhados para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto Tega (ETE Tega), localizada no bairro Mattioda.
Inicialmente orçada para custar R$ 641 mil o investimento total deve chegar próximo a R$ 1,5 milhão por conta da grande quantidade de rochas no local onde as escavações ocorreram.





