
As 24 famílias de Santa Tereza atingidas pela cheia de 2024 ainda aguardam pelas casas anunciadas pelo governo do Estado. A entrega, prevista anteriormente para maio deste ano, no Loteamento Popular Stringhini II, foi novamente adiada.
Segundo a Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), o atraso é decorrente do desnível verificado em parcelas do terreno, que tem 5,1 mil metros quadrados. A solução adotada é a colocação de muros de arrimo, que custa mais do que as próprias residências.
Os imóveis estão em diferentes etapas de construção e, conforme a Sehab, serão entregues juntos. Em reunião nesta quarta-feira (25), a pasta notificou a KMB Construtora e Incorporadora LTDA, de Gravataí, pelo descumprimento do prazo.
A secretaria espera, agora, que a entrega das residências ocorra até a primeira semana de agosto. Contudo, o prazo para finalização dos murros de arrimo de lotes que necessitam da contenção — serviço operacionalizado por empresa contratada pela prefeitura de Santa Tereza — é para setembro. O município também é responsável pela infraestrutura complementar do loteamento, como drenagem e esgoto.
Muros de arrimo encareceram a obra
Cada moradia, que integra o programa estadual A Casa é Sua - Calamidade, de setembro do ano passado, terá 44 metros quadrados, comportando dois dormitórios, sala e cozinha conjugadas, um banheiro e área externa.
O investimento inicial, de acordo com a Sehab, era de R$ 3,3 milhões, via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Entretanto, foi necessário acréscimo de R$ 3,5 milhões no projeto para bancar os muros de arrimo, totalizando R$ 6,8 milhões.
Enquanto isso, as famílias beneficiadas aguardam, de acordo com a prefeitura, em residências locadas, de parentes ou ainda em casas localizadas em áreas de risco.



