
A prefeitura de Caxias do Sul decretou situação de emergência em função dos danos causados pela forte chuva da semana passada. O documento foi publicado nesta quinta-feira (26) e trata especificamente de "desastre nível II".
Segundo a prefeitura, a decisão se baseia em danos materiais em residências, obstrução de vias públicas, ocorrências de alagamentos, queda de árvores, além de retirada de pessoas de Vila São Pedro, em Vila Cristina. O documento também menciona as intervenções em estradas municipais, como a de n° 92, a da Cidadania e a Ernesto Suliani, além de vias de Forqueta e Fazenda Souza.
O coordenador da Defesa Civil de Caxias do Sul, tenente Armando da Silva, justifica que o decreto possibilita a busca de novos recursos:
— Temos ainda muitas rachaduras e fendas na terra oriundas da calamidade do ano passado. Não houve tempo hábil de serem consertadas e agora estão novamente suscetíveis a deslizamentos e precisamos alertar à comunidade. Este decreto permite buscar recursos a nível estadual — explica.
Ele ainda explica que no "nível II", como é o caso do decreto desta quinta-feira, há comprometimento parcial da capacidade do Executivo:
— O município consegue se recuperar sozinho, com ajudas pequenas do Estado e União — complementa.
O documento tem validade de 180 dias, podendo ser prorrogado. Além disso, segue mantida a situação de calamidade pública decretada em função dos prejuízos ocasionados pela crise climática de maio e de junho de 2024.
161 milímetros em 36 horas
Em cerca de 36 horas, entre os dias 17 e 18 de junho, foram registrados 161 milímetros de chuva em Caxias. O dado é do pluviômetro instalado junto à Estação de Tratamento de Água (ETA) Parque da Imprensa, no bairro Lourdes. O número ultrapassa a média histórica para junho no município, que é de 144 milímetros.
Bento Gonçalves também decretou situação de emergência
Na quarta-feira (25), Bento Gonçalves também decretou situação de emergência por conta dos danos causados pela chuva de junho. De acordo com os dados da Secretaria de Esportes e Desenvolvimento Social (Sedes), 68 pessoas ficaram desalojadas e oito desabrigadas durante o período das chuvas.
Segundo a comunicação da prefeitura, também foram pelo menos 18 pontos de infraestrutura pública afetados com danos em redes de drenagem pluvial, com um custo estimado para conserto das redes de R$ 140 mil para materiais e R$ 120 mil para custos com máquinas e caminhões. Além disso, três locais registraram deslizamentos, com custo de desobstrução e recuperação de R$ 650 mil.


