
Ao som de batuques do grupo de Maracatu caxiense Baque dos Bugres, cerca de 30 pessoas percorreram cortejo alusivo ao Dia da Consciência Negra, ontem, da Praça Dante Alighieri até o Parque dos Macaquinhos, no bairro Exposição. Com intervenção de uma ladainha de capoeira e apresentação de dança de catirinas, a ação foi comandada pelo batuqueiro e ogã do Recife, Rumenig Dantas.
— Eu só estou aqui porque tô cansado de ouvir que branco não sabe batucar. Batuque não tem cor ou sexo, o que importa é ser a resistência e defender a cultura negra — afirmou o batuqueiro.
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Apesar de ocorrer durante o mês em que se celebra o Novembro Negro, a atividade foi organizada de forma totalmente independente pelo Baque dos Bugres e pelo projeto Sucata Sonora.
— Nossa programação está sendo desenvolvida totalmente por grupos independentes, sem apoio do poder público e com uma incompreensível falta de envolvimento da nossa Coordenadoria de Igualdade Racial — comenta Juçara Quadros, militante do Movimento Negro Unificado (MNU) de Caxias.
Também nesta terça, a Câmara de Vereadores homenageou três personalidades da comunidade negra com a Medalha Zumbi dos Palmares. Os agraciados foram a educadora social, Bruna Letícia de Oliveira Santa, o enfermeiro e autoridade da religião afro-brasileira José Roberto da Silva Almeida, conhecido como Pai Beto de Oxum are, e o presidente do bairro Belo Horizonte Valdir Vieira da Silva.
A programação do Novembro Negro de Caxias se encerra no dia 30 de novembro com evento no Sesc, promovido pelo grupo Sucata Sonora.

