
Em uma competição equilibrada e disputada, uma defesa sólida é essencial para a segurança dentro de campo. E isso o Veranópolis do zagueiro Odivan entendeu bem na Divisão de Acesso de 2026.
Vice-líder da primeira fase, com 26 pontos, e dono da defesa menos vazada, com apenas seis gols sofridos, o VEC classificou às quartas de final com uma rodada de antecedência. Mas para Odivan, o resultado era esperado, já que a equipe se uniu e entendeu o estilo de disputa da competição.
— Acho que entendemos a competição, que você tem que ter um time equilibrado ofensivamente e defensivamente, saber que todos os adversários têm objetivos dentro da competição, e você precisa entrar com seriedade dentro das partidas. Acredito que, no geral, a gente oscilou pouco na competição e a união que o grupo teve e o comprometimento no trabalho, junto com a comissão técnica do Gelson Conte, fez com que a gente tivesse êxito para chegar forte para esse mata-mata — falou o defensor, em entrevista à Rádio Gaúcha Serra, no programa Show dos Esportes.
Além da boa campanha coletiva, a classificatória foi positiva para Odivan. O zagueiro é titular absoluto do Pentacolor e atuou em toda a minutagem da primeira fase.
— É uma marca muito positiva. A nossa equipe fechou com a melhor defesa da primeira fase, em 11 jogos de 15 da competição a gente não levou gols. Isso é algo que tem que ser muito enaltecido, na minha carreira toda nunca fiquei numa sequência tão grande de não levar gols. Ter uma defesa tão sólida é importante numa competição tão acirrada, você defensivamente ir bem e com certeza faz com que você consiga se projetar para ir mais longe na competição — celebrou.
Nas quartas, o Veranópolis enfrenta o União Frederiquense, com a primeira partida às 19h deste sábado (3), em Frederico Westphalen. A volta está marcada para dia 11 de outubro, o próximo domingo, às 15h, no Estádio Antônio David Farina.
— Complicado, né? O União é uma equipe muito qualificada, nos venceu no confronto lá na primeira fase, mas foi um jogo muito equilibrado. A gente tem esse primeiro desafio no sábado, e agora não é mais um jogo de 90 minutos, e sim, 180. Então, a gente tem que ter equilíbrio e fazer um jogo inteligente, não se expor tanto nesse primeiro, sabendo que a gente tem o jogo da volta em Veranópolis para decidir. Mas, com certeza, é ir lá para buscar um resultado positivo, uma vitória que seria muito importante para a gente classificar para as semifinais — explicou.
Retorno às origens

Odivan é de Nova Prata do Iguaçu, no Paraná, mas parte de sua vida foi em Caxias do Sul. Em 2014, chegou nas categorias de base do Juventude, onde também fez sua estreia no futebol profissional.
Quatro anos depois de sua última passagem na Serra Gaúcha, retornou para a região com o objetivo de conquistar o acesso ao Gauchão pelo Pentacolor.
— Uma equipe de tradição aqui no nosso Estado, que sempre fez grandes campanhas na primeira divisão quando esteve. E quando veio o convite, junto com a comissão técnica e alguns atletas que estão aqui que eu já conheci e trabalhei, no momento do meu mercado foi algo que eu optei por vir. Com certeza, foi montado um elenco que brigaria pelo acesso, isso já me chamou a atenção. Colocando o Veranópolis numa primeira divisão estadual é uma grande vitrine. A gente está trabalhando forte para que isso se concretize — relembrou.
No início de 2026, o atleta também teve uma passagem no Arema, da Indonésia. Entre comidas apimentadas e pertences quase roubados por macaquinhos no parque, Odivan conheceu um novo estilo de jogar futebol e sonha com um retorno ao país asiático.
— O técnico Marquinhos Santos que fez o convite para o clube que ele ia, e aí eu optei ir para lá. O Marquinhos foi o treinador que me revelou no Juventude e sou grato a ele por essa oportunidade, e aí fui pesquisando sobre o país, sobre a liga, poucas informações e botei a cara para me aventurar — explicou Odivan, finalizando:
— É um país fenomenal, muito bom de morar, gostei bastante e a liga foi uma surpresa. A gente, aqui no Brasil, ouve pouco, não tem tantas informações, mas tem um bom nível de futebol, muito competitiva, bem organizada, os estádios lá são estádios Série A, muito bons de jogar. É um povo muito apaixonado pelo futebol, o pessoal gosta muito mesmo de torcer, acompanhar os clubes. É uma experiência bacana e se eu tiver a oportunidade de voltar pra esse país, eu gostaria porque me surpreendeu muito positivamente.




