
A grande revelação da Divisão de Acesso 2026 tem nome: Associação de Pais e Amigos do Futebol. Estreante na competição e com apenas três anos de futebol profissional, a Apafut formou um elenco de jovens e experientes atletas e garantiu sua vaga nas quartas de final.
Para muitos, a boa campanha do clube de Caxias do Sul é uma surpresa, mas internamente, o atacante Marcos Paulo e seus colegas de equipe sabiam do que eram capazes e tinham a certeza de que a classificação, cedo ou tarde, viria.
— Está sendo incrível, mas eu particularmente, como os mais velhos (do elenco), a gente tinha essa noção que poderia fazer algo diferente, porque, graças a Deus, onde eu passei eu pude deixar algum legado. Desde quando eu cheguei, passamos isso para os mais novos e todo mundo acabou agregando de poder ajudar de alguma forma por ser um clube novo; um projeto novo em uma cidade que tem dois grandes clubes. Acaba que a gente seria o patinho feio até mesmo na divisão, por estar subindo, então estamos fazendo uma excelente participação e a gente não quer parar por aí — celebrou o centroavante, em entrevista ao Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha Serra.
A escolha por Caxias do Sul não foi difícil para Marcos Paulo. Formado no Caxias, o atleta reside na cidade natal e pôde acompanhar o crescimento da Apa nos últimos anos, conhecendo a estrutura fornecida pelo clube.
— Eu estou em casa. Eu moro em Caxias, minha esposa é daqui, meus filhos. Conheço o projeto desde 2011, meus filhos treinam na Apafut, então ano passado vi o clube subir da terceira pra segunda, acompanhei os jogos e foi um desafio também pra mim [...] Todo o processo mesmo que um atleta profissional precisa fazer, a gente fez. A Apafut pode proporcionar isso para todos os atletas, então em estrutura não perdemos para ninguém, com certeza estamos à frente e isso vem sendo mostrado dentro de campo — justificou.
Para uma campanha histórica, o time do técnico Lucas Zanella conquistou 24 pontos em 15 jogos, terminando a primeira fase na quinta posição. Com um elenco unido, o setor ofensivo ganhou confiança e balançou as redes 20 vezes, sendo o segundo melhor ataque da competição.
— O projeto no início foi se manter, mas a gente sabia pelo grupo que foi formado, que o "se manter" não era só apenas isso. Falamos "vamos fazer 12 pontos", fizemos 12 pontos e logo em seguida já planejamos classificação e ela veio na última (rodada). Agora o mata-mata é outro campeonato. São dois jogos, a equipe que consegue levar uma vantagem para o segundo jogo é muito importante, mas a Divisão vem demonstrando que é tudo no detalhe — explicou.
Um legado de acessos

Com passagens por diversos clubes do futebol do Sul e do Sudeste do Brasil, Marcos Paulo tem experiência com a conquista de seis acessos em campeonatos estaduais.
No Rio Grande do Sul, subiu de divisão com o Esportivo, em 2022, e Guarany de Bagé, em 2023. Já em Santa Catarina, com Concórdia, Juventus e Tubarão, e no Rio de Janeiro, com o Americano. Agora, seu sonho é repetir o feito na Apafut.
No sábado (3), o clube caxiense enfrenta o Santa Cruz, às 15h, no Sesi, pelo jogo de ida das quartas de final. A volta está marcada para dia 10 de outubro, no Estádio dos Plátanos.
— Os gols vêm saindo assim no final, tem aquele momento da equipe se defender e a outra acaba indo no desespero, mas nesses dois jogos, a gente tem que entender que não são só 90 minutos. Temos que entender que não dá pra se jogar. Vamos buscar sim, a vitória em casa, nosso fator casa está sendo muito importante, estamos fazendo bons jogos e para eles será um fator novo, já que eles nunca jogaram ali. A gente tem tudo para fazer um bom jogo e tentar levar essa vantagem — finalizou.





