
Um empate com gosto amargo, apesar da manutenção da liderança. O Juventude ficou no 2 a 2 com o Atlético-GO neste sábado (5), no Estádio Alfredo Jaconi, em partida válida pela 26ª rodada da Série B. Com o resultado, a equipe alviverde permaneceu na primeira colocação da competição, com a mesma pontuação do Criciúma, próximo rival.
No Jaconi, o Verdão saiu atrás no placar, mas conseguiu a virada ainda no primeiro tempo com gols de Alisson Safira e Mandaca. No entanto, nos minutos finais, sofreu o empate do time goiano e deixou o campo com a sensação de ter desperdiçado a oportunidade de ampliar a vantagem na ponta da tabela.
— Eu acho que no primeiro tempo, a gente sofre um gol, mas somos absolutamente superiores ao adversário, conseguimos a virada e poderíamos ter feito mais gols. Faltou eficiência. No segundo tempo, ficou um jogo mais desequilibrado, de idas e voltas. Normal, o adversário perdendo, se atira e oferece oportunidades no contra-ataque. Você precisa ser eficiente e conseguir "matar" numa jogada. Tivemos boas possibilidades, não fizemos e pagamos caro num erro defensivo. Pagamos caro por um erro — afirmou Barbieri, que completou:
— Um empate com sabor amargo. Não escondemos isso. Não era o resultado que a gente gostaria. Não é o resultado que traduz o que nós produzimos durante o jogo, mas precisamos reconhecer. Temos que ter muita cabeça no lugar para não transformar isso em algo mais negativo. A gente continua na ponta na tabela e dependendo de nós mesmo. Agora é virar a chave para a terça-feira.
Para a partida diante do Atlético-GO, Barbieri promoveu mudanças na formação inicial. Luan Martins e Mandaca reapareceram entre os titulares no setor de meio-campo, enquanto Fábio Lima retomou sua vaga no ataque. Em compensação, Lucas Mineiro, Gabriel Pires e MP começaram o confronto como opções no banco de reservas e entraram no decorrer da partida.
— Foram mudanças para ter vitalidade e também para ter verticalidade. Fizemos um primeiro tempo muito bom, com exceção do gol que tomamos, com muitas oportunidades. Eles não estavam conseguindo criar grandes coisas, nem fazer algo. Estavam com um domínio territorial mais da metade do segundo tempo para o final, mas sem criar grandes oportunidades. As mudanças foram nesse sentido — justificou o técnico.
O técnico lamentou as oportunidades desperdiçadas no momento em que a equipe tinha o controle da partida. Na avaliação do treinador, um terceiro gol naquele contexto teria reduzido a tensão da partida. Além disso, reclamou de um pênalti não marcado em Aderlan enquanto o jogo estava 2 a 1 ainda.
— O adversário se expôs. A gente tinha que ter aproveitado melhor as oportunidades para fazer o terceiro gol. Isso acalmaria os ânimos. A gente teve boas chances com o Gabriel Pires e o zagueiro tira em cima da linha, a bola do Kardec que dribla e acho que pegou embaixo da bola e ela subiu — disse o Barbieri, que finalizou:
— Para mim, teve um pênalti. Eu entendo que é interpretativo, mas não consigo entender que não seja marcado. O jogador dá o carrinho e se atira. Se o Aderlan está com o pé preso no chão, fatalmente teria a possibilidade de ter uma lesão grave. O fato do Aderlan deixar o corpo mais leve e deixar subir um pouco a perna para, justamente, na hora do contato, não ficar com a perna presa, não descaracteriza o pênalti.
A próxima rodada reserva um duelo direto pela liderança ao Verdão. O compromisso será diante do Criciúma, na terça-feira (8), às 21h, no Heriberto Hülse.





