
Eleito em 23 de setembro de 2024 para comandar o Caxias no biênio 2025/2026, o presidente Roberto De Vargas viveu duas realidades completamente opostas dentro de campo. Em 2025, o dirigente esteve a um passo de marcar seu nome na história do clube ao bater na trave pelo acesso à Série B do Brasileirão — faltou apenas uma vitória no quadrangular final para alterar o status institucional da equipe, garantindo um orçamento substancialmente maior.
Já em 2026, a diretoria buscou estruturar e profissionalizar os departamentos internos, mas pecou na escolha dos nomes para gerir o futebol profissional. Dentro de campo, o planejamento ruiu. Do primeiro ao último jogo da temporada, o torcedor acumulou frustrações. Prestes a encerrar o mandato, Roberto De Vargas fez uma reflexão sobre os maiores desafios de sua passagem pelo Estádio Centenário.
— Não foi mais difícil do que eu imaginava, mas administrar egos, pessoas e responder a uma torcida é muito difícil. Mas o que eu quero dizer é que, quando a gente assumiu o Caxias, eu Mauricio Grezzana, Jaime e mais um monte de gente, fizemos bastante coisa aqui no Caxias, bastante coisa. Pode não parecer, porque o clube não é só futebol, o objetivo do clube é futebol. Mas, para se jogar bem dentro do campo, tem que ter uma estrutura. E essa estrutura que nós pegamos do clube em si, todas as direções que me sucederam, a cada ano esse clube vem melhorando. A direção do Mário do ano passado melhorou — ponderou o presidente.
O legado de infraestrutura no Centenário
Durante o balanço, De Vargas destacou as benfeitorias realizadas no patrimônio físico do clube, citando a construção da nova sala de imprensa, a pintura das arquibancadas, a implementação do novo sistema de irrigação do gramado e a modernização da segurança do Estádio Centenário.
— A gente também fez bastante coisa para deixar melhor ainda para o próximo que vai entrar. A gente fez muita coisa, a gente botou irrigação no campo, a gente fez essa sala de imprensa decente, a gente melhorou o estádio, pintou o estádio, arrumou um monte de coisa que tinha no estádio, que precisa estar bonito, precisa ter segurança, está entendendo? A gente viaja por esse Brasil, a gente vê o nível dos estádios, é ridículo — afirmou.
Quitação de passivos
O mandatário também falou da gestão no âmbito financeiro e jurídico. O presidente garantiu que o Caxias encerra o ciclo de 2026 sem dívidas e pendências na Justiça do Trabalho.
— Quanto a passivos que tinha aqui dentro do estádio, a gente conseguiu eliminá-los quase todos, passivos trabalhistas. Foi um trabalho com calma e cirúrgico e a gente conseguiu deixar o Caxias sem nenhum passivo para trás, não tem. Nós eliminamos todos. O que tem é daqui para frente. Porque sempre tem o cara que está há 15 anos aí dentro, há 20 anos, e nem sempre as leis trabalhistas foram cumpridas com a exigência de hoje. Então, a gente, como tem empresa, sabe dessas responsabilidades. O Jaime, que cuidava disso numa grande empresa nacional, nós fomos item por item, pessoa por pessoa, resolvendo isso. E deixamos o Caxias sem esse passivo. Isso é muito importante — declarou.
O mandatário também reforçou a recuperação patrimonial do terreno ao lado do estádio destinado ao Centro de Treinamento.
— Veio de volta para o Caxias o terreno CT todo ali do lado, foi esse ano que foi pago, claro que o dinheiro saiu da SPE, não foi dessa administração, mas essa administração ajudou a fazer todo o trabalho — revelou De Vargas.
Frustração no Futebol
Apesar das conquistas administrativas, patrimoniais e jurídicas, o dirigente não escondeu a amargura pelo desempenho da equipe profissional em 2026.
— A torcida cobra, mas ela cobra o resultado dentro de campo, que é o objetivo desse clube, é o campo. Mas a gente sai frustrado pelo resultado de campo — finalizou o presidente.




