
O técnico do Caxias, Marcelo Cabo, detalhou os critérios utilizados pela diretoria para a chegada dos últimos três reforços do clube na reta final da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro.
A busca no mercado foi direcionada a carências específicas do elenco: o centroavante Quirino chegou para suprir a ausência de Salatiel; o atacante de lado Dentinho (ex-Guarani de Campinas) veio para aumentar a eficiência das pontas; e o volante André Dantas (ex-Operário-PR) foi contratado para dar sustentação ao meio-campo.
O comandante grená enfatizou que o clube buscou ter precisão nas escolhas em vez de quantidade, evitando inchar o grupo com atletas que não seriam aproveitados.
— Trouxemos três reforços pontuais. Não adiantava encostar uma van aqui e descarregar jogadores que talvez nem vínhamos a utilizar. Trouxemos dois atletas para o sistema ofensivo que vêm para somar — dois jogadores que já foram meus comandados e que conheço bem — e trouxemos o André para o nosso meio-campo. Pontualmente, eram as três peças que precisávamos no momento. A questão de ser titular ou não dependerá das circunstâncias — explicou Marcelo Cabo.
Ritmo de jogo e reabilitação
Durante a coletiva, o treinador fez questão de diferenciar os momentos físicos em que cada atleta desembarcou no Estádio Centenário. No caso de Dentinho, uma pequena lesão na musculatura da panturrilha, logo no primeiro treinamento, acabou atrasando os planos da comissão técnica.
— Por isso, precisou ficar de fora do jogo seguinte para tratar e recuperar. Além disso, fazia bastante tempo que ele não atuava durante 90 minutos pelo Guarani. Não é porque o cara foi contratado que precisa ser titular imediatamente. Tudo é feito com base em estudo e leitura de circunstâncias. Ele já entrou bem na última partida e certamente vai nos ajudar bastante — destacou o treinador.
Por outro lado, o centroavante Quirino pôde estrear de forma imediata por já vir atuando com frequência pelo Santa Cruz na Série C. Ele chegou em um momento de baixa no elenco do artilheiro Salatiel, entregue ao departamento médico com dores no púbis.
— Por que o Quirino chegou na quinta-feira e já jogou no final de semana? Porque vinha atuando pelo Santa Cruz. Ele tinha jogado quase 90 minutos contra o Barra, marcando gol e com bom desempenho. Como estamos com o problema da pubalgia do Salatiel, precisávamos de um centroavante com essa característica específica de referência. Tenho opções como Gaspar e Rangel, mas são segundo atacantes, de mais mobilidade. O futebol não tem receita de bolo. Eu necessitava do Quirino logo no domingo e, para quem deu apenas dois treinos, ele foi muito bem e nos entregou bastante — avaliou Cabo.
Sustentação no meio e mercado aberto
O último reforço anunciado foi o volante André Dantas. Embora estivesse integrado e treinando com o elenco do Operário-PR na Série B, o atleta não disputa uma partida oficial desde o mês de abril, fato que pode fazer ele começar no banco diante do Itabaina, no final de semana, fora de casa.
— O André é um atleta que chega para dar sustentabilidade ao nosso meio-campo. É um jogador que acompanho desde a sua passagem pelo Anápolis e entendíamos que precisávamos de mais um homem com essa característica. Chega para nos agregar. Se você me perguntar se as contratações estão encerradas, digo que não. Estamos sempre atentos ao mercado e podemos identificar novas necessidades mais à frente — pontuou o técnico, que completou:
— Neste momento, buscávamos essas três peças. Demoramos um pouco mais porque precisávamos ser assertivos e pontuais. Agora é olhar para a frente e alcançando a classificação, poderemos entender se haverá necessidade de trazer mais uma ou duas peças conforme a resposta do grupo.





