
O Caxias vive o seu momento de maior pressão na Série C do Campeonato Brasileiro. Restando apenas quatro jogos para o encerramento da primeira fase, o Grená encontra-se fora da zona de classificação para o G-8. O time vem de um incômodo jejum de quatro partidas sem vitória no Estádio Centenário. Apesar do ambiente de cobrança vindo das arquibancadas e do próprio Conselho Deliberativo, a diretoria garante que não haverá mudança no comando técnico.
Em entrevista ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha Serra, o presidente do Caxias, Roberto de Vargas, avaliou o trabalho de Marcelo Cabo, e explicou os motivos para manter a comissão técnica.
— Nós temos que ter convicção no trabalho que vem acontecendo no Estádio Centenário. O futebol exige muito trabalho e perseverança na busca pelos resultados. O trabalho que o Marcelo Cabo vem fazendo, na nossa avaliação, é um bom trabalho. A gente tem tentado dar mais peças para ele conseguir montar o nosso elenco com mais precisão. Fechamos com o André Dantas para cobrir uma lacuna que achamos que tínhamos no grupo. Antes vieram o Quirino e o Dentinho. Estamos trabalhando para dar a ele o material humano necessário para superarmos os nossos adversários", afirmou o presidente.
Pressão do conselho e da torcida
Questionado sobre a cobrança por um "fato novo" e sobre a pressão exercida por conselheiros e torcedores, Roberto de Vargas manteve uma postura serena, recorrendo a uma famosa metáfora para ilustrar o papel da liderança.
— Nesta posição, a gente sofre pressão de tudo quanto é lado — do Conselho também. Mas ninguém é unanimidade. Nem Jesus Cristo foi. Então, a gente tem que assimilar, aceitar, ouvir e ponderar. Mas nós, que somos os responsáveis por comandar o Caxias, temos que ter a cabeça no lugar para tomar as decisões mais certas possíveis — declarou.
O dirigente admitiu que o desempenho no mês de julho ficou aquém das expectativas, mas ressaltou que o foco do grupo deve estar inteiramente no futuro.
— Ninguém imaginava chegar ao final de julho com a classificação ainda não encaminhada e com essa dificuldade para retornar ao G-8. Não foi um mês bom para nós. Mas nós achamos que temos que acreditar e trabalhar, e é isso o que estamos fazendo. Eu costumo olhar para a frente. Esses resultados negativos já passaram, já foram. Agora temos que ir atrás do que não conseguimos ainda. Se vai ser difícil, toda a conquista do Caxias sempre foi difícil — disse o mandatário.
"Mas por que remobilização?"
Sobre a possibilidade de uma "remobilização" do grupo de jogadores, o presidente rebateu a ideia de que o elenco precisasse de um fato novo para se mobilizar.
— Mas por que remobilização? Quem disse que nós não estávamos mobilizados? O grupo está totalmente fechado e querendo vencer. Tivemos uma conversa nesta semana de mais de uma hora, onde fomos francos e objetivos. As lideranças do elenco dentro de campo foram solicitadas a dar a sua opinião sobre o momento do Caxias e todos conversamos em um nível altíssimo. A torcida do Caxias é muito exigente e achamos isso certo, mas eles têm que entender que temos muitas dificuldades para administrar o clube e manter as contas em dia — finalizou.





