
O Juventude terá um importante desafio pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B neste sábado (15). Diante do Fortaleza, às 18h30min, no Alfredo Jaconi, o Verdão tenta derrubar um tabu que já dura quase 17 anos e se fortalecer ainda mais na disputa pelo acesso.
Os caxienses não vencem os cearenses desde 2009. Pela 25ª rodada da segunda divisão nacional, Marcos Denner e Zezinho marcaram os gols da vitória por 2 a 0 do Verdão na época treinado por Ivo Wortamann. Desde então foram outros 13 jogos entre os clubes pelas três principais divisões do futebol brasileiro, com oito vitórias do Fortaleza e cinco empates, dois deles nas igualdades que garantiram o acesso à Série B em 2016.
O Leão do Pici ainda vem de cinco vitórias seguidas diante do Alviverde.
— É um jogo importante, expectativa alta para desempenhar um bom futebol e continuar subindo cada vez mais na tabela. Todos os jogos são de "seis pontos", independente se a gente vai jogar contra o pessoal do pelotão de cima ou de baixo. Daqui para a frente cada jogo é importante, cada jogo é uma final — avaliou o centroavante Alisson Safira ao Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha Serra.
Um ingrediente a mais no duelo deste fim de semana é que o Juventude já entrará em campo sabendo se poderá assumir a liderança da competição. Para isso acontecer, basta que o Criciúma, líder com 40 pontos, não vença o Goiás, no jogo das 16h a ser disputado no Heriberto Hulse. Se isso acontecer e o Ju vencer, saltará dos 38 para 41 pontos e terminará a rodada sem ninguém a sua frente.
— Vai ser um jogo difícil, mas a gente está preparado, temos o fator casa que é o nosso grande diferencial. No Jaconi, nossa equipe vem se mostrando ser muito forte e consolidada, então acho que esse fator vai fazer a diferença — comentou Safira.
Começo na Itália e sonho realizado

Safira não teve um bom início de temporada pelo Ju. Depois do primeiro gol, diante do Ypiranga pelo Gauchão, em janeiro, o camisa 25 só voltou a marcar mais de 100 dias depois, contra o América-MG, pela Série B. Ao todo, o atleta de 31 anos soma cinco gols em 36 jogos e já vê de perto as sombras de Amarilla e Alan Kardec crescerem em busca de um lugar entre os 11 iniciais. Mesmo assim, o atacante confia no seu potencial e no melhor desempenho apresentado ao longo do segundo semestre.
— Acho que entrei no time na hora certa, tinha que entrar pra ter a sequência; Trabalhei, esperei o professor me dar a sequência, acho que fiz por merecer. Fazer os gols na competição nessa reta final vai fazer toda a diferença — apontou Safira, que não escondeu sua meta de gols na Série B:
— Acho que eu não posso fazer menos que no ano passado, quando eu fiz 10 (pelo Cuiabá). Então minha meta é chegar nos 10.
Natural de Terra Boa, no interior do Paraná, logo cedo Safira teve a oportunidade de jogar no Exterior e, quando retornou ao Brasil, realizou um sonho familiar:
— Eu tenho um irmão 10 anos mais velho que joga também, o Anderson. Desde pequeno já vivo nesse meio do futebol. Tive uma passagem pela Itália, no Benevento, meu primeiro clube, depois voltei para o Brasil e tive o prazer de jogar junto com ele no Foz do Iguaçu. Joguei uma Série D e um um estadual por lá, me transferi para o Londrina, e daí foi só crescimento — recordou.
Durante a passagem pelo Foz, Safira conheceu Pepê (ex-atacante do Grêmio) e considera ter encontrado um irmão. No Juventude, as novas parcerias também estão acontecendo. O que só fortalece os laços que podem conduzir o Ju de volta à elite do Brasileirão.
— Um grupo maravilhoso de trabalhar, de estar junto. Ambiente sadio, muito respeitoso. Competitivo também. É um ambiente onde sempre tem um ou outro ali fazendo uma palhaçada, como o Aderlan, o Diogo Barbosa, o mais brincalhão. Tem o Messias, o mais sério, o Titi, o mais centrado. É um ambiente maravilhoso — apontou o camisa 25.





