
Uma eliminação nem sempre pode ser vista como algo que irá abalar as estruturas de um clube de futebol. Apesar de deixar a Copa do Brasil no meio de semana, o Juventude saiu fortalecido da competição. Mesmo atuando na Série B do Campeonato Brasileiro, o Verdão chegou entre os 16 melhores do torneio, deixando pra trás o favoritismo do São Paulo, na quinta fase, e jogando de igual pra igual contra o milionário Atlético-MG.
A queda no último lance da partida válida pelas quartas de final, frustrou o elenco de Maurício Barbieri, num primeiro momento, mas reiterou o trabalho eficiente da equipe em 2026. Agora, resta erguer a cabeça e lutar para manter a vice-liderança da segunda divisão nacional neste domingo, em confronto direto com o sexto colocado na tabela, o Novorizontino, às 16h, no interior paulista.
— Uma história bonita, positiva não só pelo equilíbrio desse confronto, mas por ter passado por um grande como o São Paulo, por ter começado com cento e não sei quantos times (126) e ter terminado entre os 16 com chance de ficar entre os oito. Então, é uma história que tem muito mais pontos positivos do que negativos, embora ela tenha terminado antes do que nós gostaríamos — comentou Maurício Barbieri sobre o que ficou pra trás na Copa do Brasil.
Dois pontos que se impõem no duelo deste domingo (9), no estádio Jorge Ismael de Biasi, são o fôlego do elenco alviverde e o nível de concentração. Afinal, os atletas do Verdão vêm de um duro embate contra o Avaí, num gramado encharcado do Alfredo Jaconi, com o gol da vitória saindo nos acréscimos, além dos dois confrontos com o Galo, pela Copa do Brasil, o primeiro no gramado sintético da Arena MRV, e o segundo no desgastante desafio da última terça-feira (4).
A sequência pesada e a retomada de foco na Série B são dilemas para Maurício Barbieri resolver com o grupo.
— Sem dúvida nenhuma, é um desafio. O caminho é conseguir fazer com que os jogadores enxerguem de um outro ponto de vista ou de uma outra perspectiva. Não vamos encontrar algum tipo de facilidade contra uma equipe de Série B, porque isso não é verdade. São jogos diferentes, com características diferentes, e a gente precisa conseguir virar essa chave o mais rápido possível. Encarar esse jogo com a mesma seriedade com que a gente encarou, por exemplo, essa última eliminatória.
ELENCO ROBUSTO
Mesmo que Messias, Rodrigo Sam e Mandaca ainda sejam desfalques do Verdão, Barbieri ganha novas opções para utilizar no Campeonato Brasileiro. Uma delas é o atacante Luis Amarilla. O paraguaio fez sua estreia no segundo tempo do último duelo com o Galo, demonstrando uma movimentação maior em relação a Alisson Safira.
Outra peça à disposição é Gabriel Pires, 32 anos. Reserva na partida de volta com o Atlético-MG, o atleta chega para dar uma nova dinâmica ao meio-campo alviverde. Com a possibilidade de jogar como segundo volante ou até como armador, o ex-jogador do Mirassol traz ao grupo a experiência de quem já disputou grandes competições, como a Libertadores da América.
— Poder trazer um pouco de experiência nessa reta final, que é a reta mais importante, digamos assim, para a gente firmar ali o nosso objetivo. A experiência que eu tive nos lugares em que passei, de competitividade, de cobrança que a gente tem que ter interna, principalmente, para que possamos chegar no mais alto nível — destacou Gabriel Pires.




