
Os 40 clubes divididos entre as Séries A e B do Campeonato Brasileiro estiveram reunidos nesta segunda-feira (10) à convite da CBF em um hotel do Rio de Janeiro. O presidente Fábio Pizzamilgio representou o Juventude na reunião.
Um dos principais temas propostos pela entidade é que a arbitragem passe a adotar nos jogos das competições nacionais parte das mudanças implantadas durante a Copa do Mundo. Diminuir a cera dos jogadores e aumentar o tempo de bola rolando passam a ser os objetivos debatidos entre os dirigentes.
— Atualmente, o Brasileirão registra uma média de 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo, cerca de 52% do tempo total. A meta em discussão é alcançar 57%, aproximando nossa competição das ligas mais eficientes do mundo — publicou Fábio Pizzamiglio em sua rede social, e ainda completou:
— Também estamos analisando os resultados das medidas adotadas pela FIFA na Copa do Mundo de 2026, além de temas como número de faltas, tempo de reposição, atendimentos médicos, VAR, critérios disciplinares e monitoramento de árbitros e clubes.
A CBF quer que as medidas aprovadas já passem a valer para a sequência do Brasileirão.
— Mais bola rolando significa um jogo mais dinâmico, atrativo e justo para atletas, clubes e torcedores — lembrou Pizzamiglio.
A formação de uma liga única também é tema de debate entre os dirigentes. Após a reunião, 10 novas regras foram aprovadas pelo clubes que passam a valer a partir da rodada 23, quando o Juventude visitará o Goiás.
Conheça as novas regras:
1 - Oito segundos com a bola nas mãos: o goleiro que exceder o limite entrega escanteio ao adversário.
2 - Cinco segundos para arremesso lateral: a contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.
3 - Cinco segundos para cobrar tiro de meta: o árbitro apita e conta cinco segundos; caso goleiro exceda tempo, concede escanteio ao adversário.
4 - 10 segundos para deixar o campo em substituições: o jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo de forma célere, sem caminhada.
5 - Um minuto fora após atendimento: o atleta que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.
6 - Após o atendimento ao goleiro, um jogador de linha fica fora por um minuto: o treinador ou capitão indica quem cumpre o minuto fora.
7 - Somente o capitão fala com o árbitro: um único interlocutor por equipe durante toda a partida.
8 - Cobrir a boca em discussão: vermelho (Protocolo Vini Jr). Tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão.
9 - Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo: passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão.
10 - Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027): revisável quando levar diretamente a gol ou pênalti.



