
A verdadeira herança é a que permanece com o passar do tempo. No Caxias, ela veste grená e atravessa gerações. Neste Dia dos Pais, ir ao Estádio Centenário fortalece laços e apresenta um amor que não se explica. Entre histórias e desafios, nasce um elo que une passado, presente e futuro.
A herança mais valiosa para um pai não está em bens ou documentos, mas no coração de quem aprende, desde cedo, que ser Caxias é pertencer a uma família que se renova a cada geração. Fernanda Nunes Setti, 25 anos, filha do ex-dirigente José Caetano Setti, leva no coração o amor pelo pai e pelo clube.
— Na minha casa, na minha família, torcer para o Caxias sempre foi realidade. A gente já nasceu torcedor e o meu pai, além de torcedor, sempre foi muito envolvido com o clube. Então, eu sempre associei muito o Caxias à família. Ter o meu pai como torcedor e envolvido no clube fez com que o Caxias também fosse quase parte da família — contou Fernanda, que completou:
— Torcer para o Caxias representa muita paixão. Torcer pro Caxias é família, é herança, é tradição é um misto de sentimentos muito grande. Ser grená é ser resiliente, é ser forte, insistente, é ser parte de algo maior.
No Caxias, as memórias vão além dos jogos e dos resultados. Elas são construídas em família. Nas conversas após o apito final e nos momentos compartilhados em torno de uma mesma paixão. O clube se transforma em parte da história da família, cria lembranças que atravessam gerações e permanecem vivas.
É desse patrimônio afetivo, feito de viagens, emoções e laços construídos pelo amor grená, que surgem recordações como as de quem cresceu acompanhando a dedicação de um pai ao clube do coração.
— Me lembro dele viajando muito. Me lembro de ver as entrevistas dele, de estar com ele. Me lembro de todo final de jogo que ele me ligava do ônibus pra me contar como tinha sido e pra ver se eu tinha assistido, o que eu tinha achado. Então, tem muitas memórias assim — disse a torcedora.
Mais do que transmitir a paixão pelo Caxias, um pai deixa lições que acompanham os filhos por toda a vida. Afinal, o legado mais importante não está apenas na torcida por um clube, mas nos ensinamentos que ajudam a formar o caráter e moldam a forma de enxergar o mundo.
— O meu pai é uma pessoa muito justa, uma pessoa muito humilde, e eu admiro muito a bondade dele com as outras pessoas, e sempre me ensinou muito sobre justiça, sobre fazer o bem, então acho que isso é uma das coisas que eu mais admiro — contou Fernanda.
O pai grená

O amor pelo Caxias nunca foi uma paixão individual, mas um sentimento compartilhado por toda a família. O clube esteve presente nas diferentes gerações, unindo pais, filhos, irmãos e até agregando novos torcedores ao círculo familiar.
Um sentimento que ultrapassa o futebol e se torna parte da identidade de quem veste o grená, transformando a torcida em uma herança afetiva passada de geração em geração.
— É a realização do sonho. Nunca peguei ela e disse que tinha que ser. Tu via naturalmente que eles vieram. O Caetano (filho mais velho) foi o primeiro, já era torcedor, quando ela veio. Foi normal, não teve pressão nem aquela cobrança. Era espontâneo. Então, isso foi muito bom, foi maravilhoso ver que veio ao natural, sem fazer muita força — afirmou Setti.
Entre tantas lembranças construídas ao lado dos filhos, as que envolvem o Caxias ocupam um lugar especial. Vitórias que atravessaram o tempo e permaneceram guardadas como capítulos inesquecíveis de histórias vividas em família.
— Aqueles quatro clássicos Ca-Jus que a gente ganhou três seguidos e o último. Eu sempre respeitei muito o Juventude, mas sempre gostei muito de ganhar Ca-Ju — finalizou o pai.


