
O Caxias oscila na Série C do Campeonato Brasileiro e chega às duas rodadas finais fora da zona de classificação. Apesar do cenário, a equipe ainda mantém chances de avançar. O técnico Marcelo Cabo, contestado por parte da torcida e internamente, chegou a ter sua saída cogitada durante a competição.
— Teve conversas internas, teve cobrança da diretoria, teve conversas internas para fazer a troca, mas no momento a gente não achou adequado — admitiu Farnei Coelho, executivo de futebol do Caxias, que completou:
— Quando a gente monta um modelo de jogo, em cima de um conceito do treinador, qualquer mudança, para mim, só atrapalha. Eu cheguei no meio de competição, no início da Série C. O Cabo já estava aqui, o modelo de jogo já estava muito definido. Coube a mim, como executivo, me adaptar a ele e tentar dar o máximo de suporte possível.
O Caxias está fora do G-8 e não vence em casa desde maio. São cinco partidas como mandante sem ganhar. Nesses 15 pontos, somou apenas três. Além disso, tem uma sequência de duas derrotas seguidas de virada no Estádio Centenário.
— Quando as coisas não dão certo, a culpa é de todos nós, inclusive minha, porque eu aceitei essa condição quando eu vim. Só que toda troca no meio da competição, raramente eu vejo como positiva. A não ser que vai trocar por um motivador, e esse motivador vai lá e consegue tirar algo mais, ou recuperar um jogador que não está com tanto espaço dentro do modelo — avaliou Farnei.
Marcelo Cabo chega às duas rodadas finais da Série C com quatro eliminações no ano. Gauchão, Taça Farroupilha, Copa do Brasil e Copa Sul-Sudeste. Até aqui, são 27 jogos pelo Caxias. 10 vitórias, oito empates e nove derrotas. Um aproveitamento de 46,9%.
— Quando se monta um modelo em cima do treinador, e é um modelo muito específico, o que o Cabo joga, tentando ter a bola. É muito difícil depois se adaptar. Então, eu sempre tenho nos meus trabalhos a manutenção de treinadores. Dificilmente, eu troco o treinador no meio de competição. Raramente eu fiz isso — finalizou.


